Todos, todos os dias passamos pelo Facebook e vemos um monte de palavras
nas quais tu colocas-te um hífen onde não o havia… Já agora, não
reparaste em nenhum erro na frase anterior? Então foste mesmo tu,
seu/sua delinquente!
Por favor, não confundam ‘passas-te’ com ‘passaste’, ‘colocas-te’ com ‘colocaste’ e muito menos ‘passamos’ com ‘passa-mos’.
‘Colocaste’ está no Pretérito Perfeito e o equivalente na 1° pessoa é ‘coloquei”. ‘Colocas-te’ está no Presente do Indicativo e o equivalente na 1° pessoa será ‘coloco-me’. Já de ‘passamos’ para ‘passa-mos’, altera-se o modo, o tempo, e até a pessoa!
Este é o erro mais comum na net, o mais absurdo, o mais horrível, e o que mais vontade dá de pontapear o ecrã do computador. As vossas frases perdem completamente o sentido!
Tirar hífens de onde deviam estar, fazendo o processo oposto, é um atentado igualmente grande.
‘Colocaste’ está no Pretérito Perfeito e o equivalente na 1° pessoa é ‘coloquei”. ‘Colocas-te’ está no Presente do Indicativo e o equivalente na 1° pessoa será ‘coloco-me’. Já de ‘passamos’ para ‘passa-mos’, altera-se o modo, o tempo, e até a pessoa!
Este é o erro mais comum na net, o mais absurdo, o mais horrível, e o que mais vontade dá de pontapear o ecrã do computador. As vossas frases perdem completamente o sentido!
Tirar hífens de onde deviam estar, fazendo o processo oposto, é um atentado igualmente grande.
2. Há / à / á
Não há aqui nada que enganar (ou, pelo menos, não era suposto haver). O primeiro é uma conjugação do verbo haver, o segundo é uma contracção e o terceiro é estúpido.
Quando dizemos “Já vi esse filme há uma semana”, estamos a dizer que já passou uma semana desde que vimos o filme, utilizando o verbo haver para o efeito. Dizer “à uma semana” é completamente ridículo, pois o à é simplesmente uma contracção da preposição a com o artigo definido/pronome demonstrativo feminino a, e usa-se apenas em frases como “amanhã vou à praia”. A terceira opção, o á, é apenas estupidez porque nem sequer existe como palavra.
Entendido? “Não vou há praia à uma semana” está, portanto, completamente errado.
Quando dizemos “Já vi esse filme há uma semana”, estamos a dizer que já passou uma semana desde que vimos o filme, utilizando o verbo haver para o efeito. Dizer “à uma semana” é completamente ridículo, pois o à é simplesmente uma contracção da preposição a com o artigo definido/pronome demonstrativo feminino a, e usa-se apenas em frases como “amanhã vou à praia”. A terceira opção, o á, é apenas estupidez porque nem sequer existe como palavra.
Entendido? “Não vou há praia à uma semana” está, portanto, completamente errado.
3. Ç
Por vezes, vemos gente a escrever frases inspiradoras no Facebook, ou
mesmo a partilhar imagens com frases que já têm centenas de partilhas, e
aparece, lá no meio, uma “palavra” bela: “Voçê”. É um dos grandes
problemas do nosso povo, apesar de todos terem sido ensinados em
condições no primeiro ou segundo ano de escolaridade.
A regra é a seguinte: um C lê-se sempre como um Q, excepto quando se encontra antes de um e ou de um i, casos em que se lê como um S. Ou seja, sempre que vem antes de um e ou de um i, nunca leva cedilha! NUNCA. Portanto, chega de “voçês”, chega de “apareçe” e de coisas semelhantes.
A regra é a seguinte: um C lê-se sempre como um Q, excepto quando se encontra antes de um e ou de um i, casos em que se lê como um S. Ou seja, sempre que vem antes de um e ou de um i, nunca leva cedilha! NUNCA. Portanto, chega de “voçês”, chega de “apareçe” e de coisas semelhantes.
4. Assério
Algumas pessoas decidiram pegar na expressão “a
sério” e fundir as duas palavras, formando a magnífica palavra
“assério”, ou mesmo, em casos mais extremos, “acério” ou “asério”, que
nem sequer se lê da mesma maneira (estamos a contar o tempo até
começarem a escrever “açério”). Aparece várias vezes nas redes sociais e
não fazemos ideia de onde foram desencantar isto. Fomos verificar e, no
teclado do computador, a letra S nem sequer está próxima da barra de
espaços, pelo que não pode ser um erro de tipografia. Por favor parem
com isso. De cada vez que o fazem, morre um panda na China. Assério.
5. Concerteza
Mais duas palavras unidas, mais um panda morto. Pouco há para dizer também acerca desta palavra, mas com certeza
que está errada. A expressão correcta é como acabámos de a escrever,
com duas palavras separadas, pelo que “concerteza” é apenas obra do
diabo.
6. Já mais
Só para que não digamos que só andam aí a fundir palavras à toa, o povo
presenteia-nos com esta relíquia, que é precisamente o oposto.
Decidiram, então, pegar na palavra ‘jamais’ e separá-la em duas, que por
acaso existem mas não cabem onde as tentam meter. Aprendam: quando
querem dizer que nunca, nunca irão fazer determinada coisa, escrevam
“jamais”, tudo junto. “Já mais” só pode ser utilizado em frases como…
bom, em frase nenhuma que esteja em condições.
7. Vez/vês
A confusão entre estas duas palavras também é ligeiramente
carcinogénica. “Também vez a Guerra dos Tronos?” e “Só vi uma vês” são
duas frases que, portanto, não têm jeito absolutamente nenhum. ‘Vês’ é
uma conjugação do verbo ver e ‘vez’ é o singular de ‘vezes’. Não são a mesma coisa, nem de longe nem de perto.
8. Não tem nada haver
O verbo haver é, como já vimos, causa de muita confusão na
cabeça de quem não é muito bom nesta coisa da escrita. “Não tens nada
haver com isso!”, dizem eles, mas nós temos que intervir, para impedir
um severo apocalipse linguístico. Gente: escreve-se “não tens nada a ver
com isso!”, e não como foi escrito anteriormente. E sim, nós, enquanto
cidadãos preocupados com a saúde de quem lê aquilo que escrevem, temos
muito “haver” com isso.
9. Poder/puder
Aparentemente, existe por aí uma enorme dificuldade
em entender a diferença entre estas duas palavras mas o Cultura X, como
vosso amigo que é, vai explicar: puder lê-se “pudér” e poder
lê-se “podêr”. Isto, sozinho, já deve ser suficientemente explicativo
mas, como mais vale prevenir do que remediar, explicamos ainda mais:
deve-se usar o ‘puder’ apenas no modo condicional (ex.: “se eu puder ir”), sendo ‘poder’ a palavra adequada em todas as outras situações, incluindo “não devo poder ir”.
10. Vírgulas
Não, desta vez a palavra não está mal escrita. Queremos só dar um
pequeno reparo nas vírgulas horrivelmente colocadas. Nunca, nunca, “já
mais” se separa o sujeito do predicado de uma frase com uma vírgula
(ex.: a minha mãe, foi ao supermercado) e também não se colocam os
atributos das palavras entre vírgulas (ex.: a sua, belíssima, mulher).
Pode ser?
Agora resta-nos esperar que isto resulte! Façamos com que acabe o terror do português que parece um dialecto da Papua Nova Guiné. Contamos com a tua ajuda para mostrar isto ao nosso povo!
Agora resta-nos esperar que isto resulte! Façamos com que acabe o terror do português que parece um dialecto da Papua Nova Guiné. Contamos com a tua ajuda para mostrar isto ao nosso povo!
Fonte: Cultura X