sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Substituição da população Holandesa, por muçulmanos em curso


O líder do Partido Muçulmano na Holanda, Tunahan Kuzu, afirmou que os holandeses que não gostam da 'diversidade' devem deixar o país. Tunahan Kuzu sabe que o islão está na Holanda para ficar. Ele sabe que os muçulmanos serão os mestres do país. E se os holandeses não gostarem disso, eles que se mudem. 
Tunahan Kuzu, o líder político do partido DENK na Holanda, causou uma séria controvérsia com suas afirmações, informou a emissora holandesa NOS.
"Se holandeses não gostam de uma Holanda em mudança na qual pessoas com diferentes culturas vivem ... como na cidade de Zaandam ou no bairro de Poelenburg, que eles se mudem... Os holandeses que deixem o seu país se eles não gostam de diversidade."
O Partido DENK de Kuzu é um partido controverso que está crescendo rapidamente nas áreas urbanas holandesas. Ele tem tido um bom desempenho nas áreas com alta população muçulmana, por exemplo, no oeste de Amsterdã (Amsterdam Nieuw-West).
Nas últimas eleições nacionais holandesas, em março de 2017, o DENK ganhou três assentos com quase 200 mil votos. Um ano depois, nas eleições municipais, o partido foi de longe o mais votado Amsterdam Nieuw-West e varreu alguns dos tradicionais partidos de esquerda.
O DENK foi fundado em fevereiro de 2015 por dois antigos membros do partido trabalhista turco (PVDA): Tunahan Kuzu e Selçuk Öztürk….
Durante a última reunião com seu ex-partido PVDA, Selçuk Öztürk até disse durante uma discursão: "Que Alá te castigue!"
Alguns meios de comunicação holandeses dizem que o DENK tem um estilo pró-Erdogan. Por exemplo, DENK foi o único partido no parlamento holandês que se recusou a reconhecer o genocídio armênio.

É apenas questão de tempo para que mais líderes muçulmanos na Europa comecem a dizer o mesmo no futuro.  
Lembre-se que a Anatólia (Ásia Menor) que hoje compõe a maior parte da Turquia, era 100% grega e Arménia. Aí, vieram os turcos muçulmanos e começaram um processo de islamização e desimação da população original: os gregos e arménios que não gostassem da "diversidade do islão" tinham que fugir ou eram mortos. Resultado: a população é hoje 99.99% muçulmana. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

O socialismo...é isto.

Sanchez impõe o segredo de Estado às despesas públicas e privadas de sua esposa

Pedro Sánchez e Begoña Gómez, em sua viagem de setembro aos Estados Unidos
Pedro Sánchez e Begoña Gómez, em sua viagem de setembro aos Estados Unidos

O presidente está escondido em uma lei assinada por Franco para esconder o custo para o contribuinte de uma viagem de sua esposa assim que ele assina uma empresa privada.

Pedro Sánchez não quer saber quanto custou a viagem de sua esposa a Nova Yorkem setembro passado, ao qual Begoña Gómez o acompanhou com "sua própria agenda" em fóruns internacionais de máximo interesse para a instituição privada que, alguns dias antes, Eu a havia assinado como diretora de um de seus centros de cooperação.
Isto é afirmado em um documento oficial de La Moncloa que tenha acessado ESdiario em que a não divulgar os gastos que levou para o erário público a presença de Begoña Gómez, nós não menos apelar para uma assinado pelo ditador Francisco Lei Franco em 1968 em seguida, desenvolvido em um acordo entre o Conselho de Ministros em 1986, a fim de qualificar-se como "matéria segredo " o custo de sua esposa e companheira.

Moncloa considera ao mesmo tempo "oficial" a presença de Begoña na delegação para não relatar suas despesas e "privado" para não prestar contas após atividades
Essa viagem do presidente no final de setembro incluiu contactos no nível mais alto no Canadá e o Estados Unidos na ocasião da Assembléia das Nações Unidas; talvez o lugar mais interessante para um executivo de uma empresa privadadedicada precisamente ao mesmo campo que a ONU, a cooperação internacional.

E essa era a tarefa encomendada pelo Instituto de Empresa Begoña Gómez para designar diretor do Centro de África uma entidade criada ad hoc   para as mulheres Sanchez logo após chegar este à presidência do Governo através de uma moção de censura.
Com esta nomeação já em vigor, Gomez bateu sem aviso no partido oficialpresidente, no momento de seu marido, somando-se o papel de acompanhador-lo em eventos institucionais, como o encontro com Donald Trump e sua esposa, uma "agenda -se "de que só se tornou conhecido na mosca uma visita ao Escritório Econômico da Cidade de Nova York ou entre outras casas, assistir a uma recepção oferecida pelo Melania Trump para casais dos líderes presentes na ONU.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A civilização ocidental está à beira do colapso?

O mundo ainda está a rodar, mas as previsões sombrias continuam a chegar, e nem todas são baseadas em interpretações criativas de textos religiosos.

Cientistas, historiadores e políticos começaram a alertar que a cultura ocidental está chegando a um momento crítico.
Ciclos de desigualdade e uso de recursos estão caminhando para um ponto de inflexão que, em muitas civilizações passadas, precipitou a agitação política, a guerra e, finalmente, o colapso.Na maior parte do tempo, porém, as pessoas continuam, como de costume, fazendo compras para as próximas férias ou posando nas redes sociais. 
De facto, muitas pessoas parecem alegremente inconscientes de que o colapso pode ser iminente.E o mais importante, a ciência tem alguma idéia sobre o que realmente está acontecendo, o que pode acontecer a seguir e como as pessoas podem mudar as coisas? 
A ideia de que o poder e a influência ocidentais estão em declínio gradual, talvez como um prelúdio para uma queda abrupta, já existe há algum tempo. Mas ganhou uma nova urgência com os recentes acontecimentos políticos, não menos importante, tais como a eleição do presidente dos EUA, Donald Trump. 
Para alguns, o seu afastamento dos compromissos internacionais faz parte do cumprimento de sua promessa de "tornar a América grande novamente", concentrando-se nos seus próprios interesses.
Enquanto isso, no velho mundo, a Europa está atolada em seus próprios problemas. 
Usar a ciência para prever o futuro não é fácil, até porque tanto o “colapso” quanto a “civilização ocidental” são difíceis de definir. 
Nós falamos sobre o colapso do Império Romano no meio do primeiro milénio, por exemplo, mas há muitas evidências de que o império existiu de alguma forma por séculos depois e que sua influência persiste hoje.
O fim do antigo Egito foi mais uma mudança no equilíbrio de poder do que um evento catastrófico em que todos morreram.
Então, quando falamos de colapso, queremos dizer que as pessoas perdem tudo e voltam para a idade das trevas? 
Ou que vai ser social e politicamente turbulento por um tempo? 

A civilização ocidental é um conceito similarmente escorregadio. 

Grosso modo, abrange partes do mundo onde as normas culturais dominantes se originaram na Europa Ocidental, incluindo a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.Além disso, porém, as linhas ficam mais desfocadas. 
Outras civilizações, como a China, foram construídas em diferentes conjuntos de normas culturais, mas graças à globalização, definir onde a cultura ocidental começa e termina está longe de ser fácil. 

Apesar dessas dificuldades, alguns cientistas e historiadores estão analisando a ascensão e queda de civilizações antigas para procurar padrões que possam nos dar um alerta sobre o que está por vir. Então, há alguma evidência de que o Ocidente está chegando ao seu final? 
De acordo com Peter Turchin, um antropólogo evolucionário da Universidade de Connecticut, há certamente alguns sinais preocupantes. 
Turchin era um biólogo populacional que estudava os ciclos de crescimento e recessão em predadores e presas quando percebeu que as equações que estava usando também poderiam descrever a ascensão e queda de civilizações antigas. No final dos anos 90, ele começou a aplicar essas equações a dados históricos, procurando padrões que ligassem factores sociais como riqueza e desigualdade de saúde à instabilidade política. 
Com certeza, em civilizações passadas no antigo Egipto, China e Rússia, ele identificou dois ciclos recorrentes que estão ligados a períodos regulares de inquietação que definem a era.
Temos que ser muito optimistas para pensar que isto é apenas um percalço  social ? 

Bem, um, um "ciclo secular", dura dois ou três séculos. Começa com uma sociedade razoavelmente igualitária, e então, à medida que a população cresce, a oferta de mão-de-obra começa a superar a demanda e, assim, torna-se barata. 
Elites ricas florescem, enquanto os padrões de vida dos trabalhadores caem. 
À medida que a sociedade se torna mais desigual, o ciclo entra numa fase mais destrutiva, na qual a miséria das camadas mais baixas e as lutas internas entre as elites contribuem para a turbulência social e, eventualmente, o colapso. 
Depois, há um segundo ciclo mais curto, com duração de 50 anos e composto por duas gerações - uma pacífica e outra turbulenta. 
Olhando para a história dos EUA, Turchin detectou picos de agitação em 1870, 1920 e 1970. Pior, ele prevê que o fim do próximo ciclo de 50 anos, por volta de 2020, coincidirá com a parte turbulenta do ciclo mais longo, causando um período de agitação política que está pelo menos a par com o que aconteceu por volta de 1970, no auge do movimento pelos direitos civis e protestos contra a guerra do Vietname. 
Esta previsão coincide com outra feita em 1997 por dois historiadores amadores chamados William Strauss e Neil Howe, no seu livro "The Fourth Turning: An American profhecy" 
Eles alegaram que, em 2008, os Estados Unidos entrariam num período de crise que atingirá o pico na década de 2020 - uma alegação que causou uma forte impressão no ex-estrategista-chefe do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Bannon. 
Turchin fez suas previsões em 2010, antes da eleição de Donald Trump e das lutas políticas que rodearam a sua eleição, mas ele apontou desde então que os níveis actuais de desigualdade e divisões políticas nos EUA são sinais claros e de que está entrando na fase descendente do ciclo. 

O Brexit e a crise catalã indicam que os EUA não são a única parte do Ocidente a sentir a tensão. 

Quanto ao que vai acontecer a seguir, Turchin não pode dizer. Ressalta que o seu modelo opera no nível de forças de grande escala e não pode prever exactamente o que poderia causar mal-estar e agitação. 
Como e por que a turbulência às vezes se transforma em colapso é algo que preocupa Safa Motesharrei, um matemático da Universidade de Maryland. Ele notou que, enquanto na natureza algumas presas sempre sobrevivem para manter o ciclo, algumas sociedades que entraram em colapso, como os maias, os minóicos e os hititas, nunca se recuperaram. 
Para descobrir porquê, ele primeiro modelou as populações humanas como se fossem predadores e os recursos naturais fossem presas. Então dividiu os "predadores" em dois grupos desiguais, elites ricas e plebeus menos abastados. Isso mostrou que tanto a extrema desigualdade quanto o esgotamento de recursos podem levar a sociedade a entrar em colapso, mas o colapso é irreversível apenas quando os dois coincidem. 
Parte da razão é que os “ricos” são protegidos por sua riqueza dos efeitos do esgotamento de recursos por mais tempo do que os “não-possuídos” e, portanto, resistem a uma mudança de estratégia até que seja tarde demais. 
Isso não é bom para as sociedades ocidentais, que são perigosamente desiguais. 
De acordo com uma análise recente, os 1% mais ricos do mundo agora possuem metade da riqueza, e a diferença entre os super-ricos e todos os outros tem crescido desde a crise financeira de 2008 

O Ocidente já pode estar vivendo em tempo emprestado. 

O grupo de Motesharrei mostrou que, ao usar rapidamente recursos não renováveis, como os combustíveis fósseis,uma sociedade pode crescer numa ordem de grandeza além do que teria sido sustentado apenas por energias renováveis ​​e, portanto, é capaz de adiar seu colapso. 
Joseph Tainter, um antropólogo da Universidade Estadual de Utah e autor de "O Colapso das Sociedades Complexas" oferece uma perspectiva igualmente sombria. Ele vê o pior cenário como uma ruptura na disponibilidade de combustível fóssil, fazendo com que o fornecimento de alimentos e água falhe e milhões morram em poucas semanas. 

Mas nem todos concordam que o modelo de expansão e recessão se aplica à sociedade moderna. Pode ter funcionado quando as sociedades eram menores e mais isoladas, dizem os críticos, mas e agora? 
Podemos realmente imaginar os EUA envolvendo-se uma guerra interna que não deixaria ninguém de pé? 
Além disso, a globalização nos torna robustos, certo? 
Isso volta ao que entendemos por colapso. 
O grupo de Motesharrei define sociedades históricas de acordo com limites geográficos estritos, de modo que, se algumas pessoas sobrevivessem e migrassem para encontrar novos recursos naturais, elas constituiriam uma nova sociedade. 
Mas isso não significa necessariamente aniquilação. 
Por essa razão, muitos pesquisadores evitam a palavra colapso e, em vez disso, falam de uma rápida perda de complexidade. 

Quando o Império Romano desmoronou, surgiram novas sociedades, mas as suas hierarquias, culturas e economias eram menos sofisticadas, e as pessoas viviam vidas mais curtas e menos saudáveis.
Esse tipo de perda generalizada de complexidade é improvável hoje, diz Turchin, mas ele não descarta versões mais brandas: o colapso da União Européia, digamos, ou os EUA perdendo seu império na forma da OTAN e aliados próximos, como a Coreia do Sul. 
Por outro lado, algumas pessoas, como Yaneer Bar-Yam, do Instituto de Sistemas Complexos de New England, em Massachusetts, vêem esse tipo de mudança global como uma mudança na complexidade, com estruturas altamente centralizadas como governos nacionais dando lugar a formas menos centralizadas, redes de controle abrangentes. 

“O mundo está se tornando num todo integrado”, diz Bar-Yam. 
Alguns cientistas, inclusive o Bar-Yam, estão até prevendo um futuro em que o Estado-nação dá lugar a fronteiras difusas e redes globais de organizações interligadas, com nossa identidade cultural dividida entre nossa localidade imediata e órgãos reguladores globais. No entanto, as coisas saem, quase ninguém acha que as perspectivas para o Ocidente são boas 

"Você tem que ser muito optimista para pensar que as dificuldades atuais do Ocidente são apenas um pontinho na tela", diz o historiador Ian Morris, da Universidade de Stanford, na Califórnia, autor de "Why the West Rules - For Now" 

Então, podemos fazer alguma coisa para suavizar o golpe? 

Turchin diz que, ao manipular as forças que alimentam os ciclos, por exemplo, introduzindo impostos mais progressivos para abordar a igualdade de renda e a crescente dívida pública, pode ser possível evitar o desastre. 
E Motesharrei acha que devemos controlar o crescimento da população em níveis que seu modelo indica serem sustentáveis. 
Esses níveis exactos variam com o tempo, dependendo de quantos recursos são deixados e quão sustentavelmente - ou de outra forma - nós os usamos. 
O problema com esses tipos de soluções, no entanto, é que os seres humanos não provaram ser óptimos para jogar o jogo longo. 
Novas pesquisas em psicologia podem ajudar a explicar por que esse é o caso. 
Os cientistas cognitivos reconhecem dois modos amplos de pensamento - um modo rápido, automático, relativamente inflexível, e um modo mais lento, mais analítico e flexível. 
Cada um tem seus usos, dependendo do contexto, e sua frequência relativa em uma população há muito tempo é considerada estável. David Rand, um psicólogo da Universidade de Yale, no entanto, argumenta que as populações podem, na verdade, alternar entre os dois ao longo do tempo. 

Diga-mos que uma sociedade tem um problema de transporte. 
Um pequeno grupo de indivíduos pensa analiticamente e inventa o carro. 
O problema está resolvido, não só para eles, mas também para milhões de outros, e porque um número muito maior de pessoas foi aliviado de pensar analiticamente - pelo menos neste domínio - há uma mudança na população em direcção ao pensamento automático. 
Isso acontece toda vez que uma nova tecnologia é inventada, o que torna o ambiente mais hospitaleiro. Uma vez que um grande número de pessoas usa a tecnologia sem previsão, os problemas começam a se acumular. 
A mudança climática resultante do uso excessivo de combustíveis fósseis é apenas um exemplo. Outros incluem o uso excessivo de antibióticos, levando à resistência microbiana e deixando de economizar para a aposentadoria. Jonathan Cohen, um psicólogo da Universidade de Princeton que desenvolveu a teoria com Rand, diz que poderia ajudar a resolver um enigma de longa data sobre sociedades rumo à ruína: por que eles mantiveram seu comportamento auto destrutivo mesmo que as pessoas mais analíticas tenham visto o perigo à frente? 
"O comboio já tinha saído da estação", diz Cohen, e o pessoal que liderava não o estava a conduzuir. Inovação tecnológica pode não ser capaz de nos salvar como aconteceu no passado” 

Esta é a primeira vez que alguém tentou ligar a evolução das sociedades com a psicologia humana, e os pesquisadores admitem que seu modelo é simples, por enquanto. E enquanto Rand e seus colegas não tentam guiar as políticas, eles acham que seu modelo sugere uma direcção geral para a qual podemos buscar remédios. 
“A educação deve ser parte da resposta”, diz Cohen, acrescentando que pode haver mais ênfase no pensamento analítico em sala de aula. 
Mas Tainter diz que tentar incutir mais planeamento pode ser um sonho. 
Se a economia comportamental nos ensinou alguma coisa, diz ele, é que os seres humanos são muito mais emocionais do que racionais quando se trata de tomar decisões. 
Ele acredita que uma questão mais urgente a ser enfrentada é a taxa cada vez menor de invenções em relação ao investimento, à medida que os problemas do mundo se tornam mais difíceis de resolver. 

"Eu prevejo um padrão no futuro em que a inovação tecnológica não será capaz de nos resgatar como aconteceu no passado", diz ele. 

Então, o Ocidente está realmente nas cordas? 

Em última análise, a sua sobrevivência dependerá da velocidade com que as pessoas se podem adaptar. Se não reduzirmos nossa dependência dos combustíveis fósseis, combatermos a desigualdade e encontrarmos uma maneira de impedir as elites de lutarem entre si, as coisas não acabarão bem. 
Na visão de Tainter, se o Ocidente se salvar, será mais por sorte do que por bom senso. 
"Somos uma espécie que se confunde", - diz ele - Isso é tudo que já fizemos, e tudo o que vamos fazer." 

 Este artigo apareceu em impressão sob o título "The Fall"

sábado, 1 de setembro de 2018

Á beira do abismo

Quando uma pessoa critica a esquerda, o "casamento" gay, o politicamente correcto, o islamismo, a invasão dos chamados"refugiados", a pedofilia, e todos os mantras impostos pela canhota, é logo insultado com os piores epítetos e é catalogado como um criminoso altamente perigoso. 

Insultado, ameaçado e muitas vezes julgado e condenado pelos tribunais comuns, agora nas mãos de uma minoria marxista, o pobre cidadão vive em continua depressão, sem coragem para rebater, ou melhor combater este delírio insano que domina actualmente as nossas vidas. 

Estas mantras esquerdóides, que os marxistas pela sua militância legalizam contra a vontade e muitas vezes conhecimento de uma maioria verdadeiramente silenciada pelo terror, estão a destruir a nossa civilização milenar. 

Mantras que são verdadeiramente, planos cuidadosamente gizados por uma cupla, que se diz ás ordens de Soros. 

Planos que depois de legalizados e colocados em prática, dão lugar a novos planos sujeitos ao mesmo tipo de actuação. Sempre levados a cabo pelas brigadas revolucionárias marxistas. 

Isto só terá fim quando estivermos sob uma ditadura fascista / esquerdista, de uma minoria louca e pervertida. 

Os esquerdalhos, querem o fim da civilização como a conhecemos. 

Como mudar isto ? 

Combatendo estes imbecis, começando por dizer que NÃO queremos essa sociedade castrante, e ditatorial, com as mesmas armas que eles usam: Informação alargada desmontando as patranhas que eles nos querem impor, e acabar com esta demência. Não ás politicas neo fascistas/marxistas. 

Isto foi longe demais.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Lampiões, porquê ?

Muitos de vós, provávelmente, não sabe porque é que se chama lampiões aos apoiantes do Benfica

Eu explico: 
Lampiões nada tem a ver com os candieiros de iluminação publica Nos anos 30, começo de 40, os árbitros da altura, já eram desonestos, e gamavam sempre em beneficio do slb. 

Foi quando os Sportinguistas começaram a chamar aos benfiquistas de lampiões, por analogia com Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião que era nessa altura um famoso jagunço, ladrão, notório bandido do nordeste brasileiro. 

Conhecido ainda como Rei do Cangaço, por ser o mais bem sucedido líder cangaceiro da história. 

Ficou conhecido como Lampião, devido á sua capacidade de disparar consecutivamente, iluminando a noite. 

Portanto e voltando aos dias de hoje, e usando a sabedoria popular... Quem sai aos seus não degenera.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Hoje não se fala português... linguareja-se!

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos "afro-americanos", com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! 

As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas domésticas" e preparam-se agora para receber a menção de "auxiliares de apoio doméstico". De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos" que passaram todos a "auxiliares da acção educativa" e agora são "assistentes operacionais". Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por "delegados de informação médica". E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas". 

O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez"; Os gangs étnicos são "grupos de jovens"; Os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; As fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais". 

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante. Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística". 

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: "Sou mãe solteira..." ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: "Tenho uma família monoparental..." - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade implante. 

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e "terroristas"; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo". Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação", os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável". 

Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...) 

As pu*** passaram a ser "senhoras de alterne". Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem. E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a "correcção política" e o novo-riquismo linguístico. 

Estamos "tramados" com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. 

Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'. 

Hoje não se fala português... linguareja-se! 

Helena Sacadura Cabral

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A Lenda de São Nicolau (St. Nicolas, Santa Claus, Pai Natal, Papai Noel)

Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.

Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.
Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.
S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)

A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.
Actualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.

Festas Felizes!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pobre Portugal

Que país é este? 
Que povo é que somos? 
Que raio de momento histórico andamos a registar por estes tempos? 

Um povo meio indiferente às tragédias dos fogos e às inúmeras trapalhadas interpretadas por um sem número de figuras tristes do Estado e que não grita bem alto “assim não”. 

Onde pelas sondagens recentes cerca de 60% se revê num pacote que inclui Chico-espertos, comunistas e uma agremiação desmiolada. 
Onde o Chico-esperto-mor sobrevive num jogo equilibrista e sem rumo, e onde a distribuição de amendoins cuida de elevar o agachamento em lugar da fibra e do brio. 
Onde se confundem conceitos básicos como a ilusão e esperança. E de como o primeiro ultrapassa com facilidade a razão. 
Onde uma coligação negativa e que se diz positiva mais não é do que uma ressonância fiel das caixas de comentários na internet e que se regozijam com uma hipotética azia dos outros (desespero, digo eu). 
Onde o descaramento perante o assalto à coisa pública não provoca tumultos e onde a discricionariedade dos dirigentes encontra abundante complacência nos demais. Antes fossem Raríssimas estas situações. 
Onde a mentira e o ludíbrio têm livre-trânsito. Sim, não é o consumo privado que puxa pela economia (nem pode). São antes as exportações e o turismo, coisa que bem sabiam. Mas como para isso nada contribuíram trataram de inventar uma narrativa. A treta do consumo privado serve simultaneamente essa narrativa e de engodo útil para iludir o pagode. 
Onde a hipocrisia perdeu a vergonha. O que antes era pecado finge-se agora que não se vê. Sim, onde antes muitos viam o ruir do Estado Social agora fingem-se surpresos com as cativações e com o consequente estrebuchar do próprio Estado Social. 
Onde o desabafo é elevado à condição de argumento. 
Onde o mérito é olhado de soslaio e onde quem mais berra e ameaça é referência. 
Onde poucos teriam coragem e independência para dizerem Não a Ricardo Salgado. Não se duvide que com este governo não faltariam acrobacias para tudo acabar num Sim. 
Onde não se debate seriamente ao nível político mais alto temas tão relevantes e abrangentes como o suicídio demográfico em curso ou a sustentabilidade da segurança social. Ao invés privilegiam-se temas exóticos e corrosivos que afectam somente pequenas franjas da sociedade. 
Onde o deslumbramento pelo elogio quente e de ocasião do turista é suficiente para a satisfação do ego. E como que por oposição, onde a confrontação fria a crua com a realidade incomoda muito mais do que a medida comum. Será que somos assim mesmo? 

Os portugueses conseguem oferecer coisas maravilhosas. 
A segurança, o desenrascanço, as amêijoas à bulhão pato, os pastéis de nata, o peixe grelhado, o vinho, etc, são tudo coisas extraordinárias. Mas como medida do valor de um povo convenhamos que estão longe de esgotar os mínimos. 

Onde está a fibra? 
E o brio? 
E a honra? 

Sem outras exigências e sem outro estar, sem aquele incómodo assente em sólidos princípios e não no berro de circunstância corremos sérios riscos de nos tornarmos naquilo que se calhar já somos: uma mole indiferente, macilenta, vendida, acrítica, agachada, reles, e incauta. 

Perdidos no tempo que voa, no acontecimento que nos ultrapassa, na inveja que nos corrói, na mentira que nos trai, e na ilusão que nunca se concretiza, de que nos servem meia dúzia de cavalos que querem correr e forjar novos caminhos se só lhes atrelamos um sem número de carroças e ainda por cima lhes colocamos obstáculos pela frente? 

Tolhidos por uma maioria desesperada que se move em torno de grupos de pressão sem qualquer réstia de pudor em exigir o que não se pode dar e sempre prontos a pendurarem-se, vou-me interrogando sobre quais as soluções para aquela minoria que quer jogar o jogo pelo jogo e viver dentro das possibilidades, sem ilusões mas com esperança, e que pensa que Portugal pode ser bem mais do que um bando de arrogantes inconscientes para quem a desfaçatez, o berro e o disparate são a medida de sucesso, e onde a razão mais não é do que um mero empecilho. 

Pedro Bazaliza, no Corta Fitas

domingo, 17 de dezembro de 2017

Pai Natal...Verde ou Vermelho ???

O Pai Natal tem uma origem muito antiga. Nos países nórdicos, era costume alguém vestir-se com peles e representar o "Inverno", visitando as casas onde lhe ofereciam de beber e de comer, pois, se o tratassem bem, iriam ter sorte. 

Mais tarde, esse Pai Natal foi associado a São Nicolau, juntando as duas figuras numa só, vestido de verde. 

Só no século XIX é que surgiu uma imagem definida do Pai Natal. O norte-americano Clement Moore, em 1822, escreveu o poema "Uma Visita de São Nicolau" em que o descrevia em pormenor : Um velhote gordinho alegre, de vestes verdes, que se desloca num trenó puxado por oito renas e que entra nas nossas casas pela chaminé. 

Por volta de 1930,a Coca-Cola contratou um publicitário para criar a campanha de Inverno. Então,este, troca a côr verde das vestes do velhinho, pelo encarnado e o branco que eram as cores da empresa ficando assim, essas cores, erróneamente associadas à figura do Pai Natal. 

Nunca é tarde, para corrigir e dar o seu ao seu dono. 

Merry Christhmas...Hô...Hô...Hô....Hôôô....

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Próclise e ênclise...o que é isso ?!?!?!

Próclise - pronome átono, antes do verbo
Ênclise - pronome átono depois do verbo

O pior dos erros do português: as ênclises (pronome átono depois do verbo, como em “torna-se”) acabam metendo o pronome após o verbo em casos em que todos os portugueses usam o pronome antes do verbo (“se torna”, como todo os brasileiros), porque a gramática obriga a próclise nesses casos.

Por exemplo, o advérbio “só” obriga a próclise (pronome antes do verbo)

No português brasileiro oral, praticamente só ocorre uma única colocação espontânea: o pronome antes do verbo (o que se chama próclise): eu me chamo; me diz uma coisa; eu te disse.
Todo brasileiro e todo o português sabe que uma das principais diferenças entre as variantes actuais do português brasileiro e do português lusitano diz respeito à colocação pronominal: 

Enquanto na Idade Média havia grande fluidez e portugueses ora usavam o pronome átono antes do verbo, ora depois, a situação acabou se definindo ao longo dos séculos, mas de modo diferente nos dois países: 

Em Portugal usa-se aproximadamente em 50% dos casos o pronome depois do verbo, mas deve vir obrigatoriamente antes do verbo (“também se manteve”) quando há na frase advérbios,
conjunções, etc. 

Já no Brasil, em situações naturais, o pronome vem sempre antes do verbo. Assim, todo brasileiro diz “Me dá”, “Nos vimos”, “Me queixei”, enquanto os portugueses dizem “Dá-me”, “Vimo-nos”, “Queixei-me”. 

Desde o século passado, que os melhores cronistas,poetas, músicos, brasileiros, usam próclises (pronomes antes do verbo), à brasileira (e que, na metade dos casos, coincidem com a forma “certa” em Portugal).

O mesmo não ocorre, porém, com a maior parte dos jornalistas brasileiros e de todos aqueles brasileiros que, querendo falar “chique” ou “difícil”, tentam imitar a colocação portuguesa – e que, nessa tentativa, sempre acabam cometendo erros ao usar mais ênclises (pronome após o verbo) do que os próprios portugueses.

Justamente por estarem simplesmente tentando imitar uma colocação pronominal que não lhes é natural, o que mais se vê nos jornais brasileiros hoje são ênclises erradas – erradas mesmo pela colocação gramatical portuguesa. 

Chovem casos, em que o jornalista escreve “também manteve-se” – erro feio, pois consegue ao mesmo tempo violar a gramática tradicional portuguesa  (que determina que advérbios como “também” exigem a próclise, e não a ênclise) e falha ao não reproduzir o uso natural de nenhum falante, nem português, nem brasileiro.

Os jornalistas brasileiros hoje incorrem no pior tipo de erro gramatical, pois acertariam se escrevessem exactamente como falam (usando a brasileiríssima próclise), mas erram simplesmente 
por tentar parecer chiques, por tentar falar difícil. Seguindo a concepção vira-lata de que “se eu falo assim, deve estar errado” e de que “quanto mais diferente da fala, mais correto deve estar”, acabam criando ênclises inexistentes em Portugal e em qualquer norma culta da língua portuguesa.

O mesmo ocorre com orações com a palavra “que“, ou “onde“, entre outras: a gramática portuguesa tradicional obriga, nesses casos, que se use o pronome antes do verbo (igual a como fazem sempre no Brasil); todo português falará sempre e escreverá “que se deu“, “onde se viu“; 

Mas alguns brasileiros, querendo escrever difícil, acabam inventando construções erradas como “que deu-se“, “onde viu-se” – erradas segundo toda e qualquer gramática portuguesa.

Por outras palavras: se não quiserem passar vergonha, na dúvida, não inventem, escrevam da maneira que lhes soar mais natural, da maneira que falariam. 

Quase sempre, estará certo.

Em dicionarioegramatica.com

domingo, 3 de dezembro de 2017

A Árvore de Natal

O costume de enfeitar árvores é mais antigo que o próprio Natal. 
Já antes de Cristo praticamente todas as culturas e religiões pagãs usavam enfeites em árvores para celebrarem a fertilidade da natureza.

Os romanos adornavam as árvores em honra de Saturno, que era o seu Deus da agricultura.
No Egipto era hábito, no solstício de Inverno, trazerem ramos verdes para dentro das suas casas, como forma de celebrarem a vitória da vida sobre a morte.
Os druidas Celtas, em épocas festivas, decoravam os carvalhos com maçãs douradas.

Os primeiros registos da  adopção da árvore de Natal pelo cristianismo surgem do norte da Europa no começo do século XVI, embora tudo indique que por essa altura já era uma tradição vinda da época medieval, pois há registos de “Árvores de Natal” na Lituânia cerca do ano de 1510.

No antigo calendário cristão, o dia 24 de Dezembro era dedicado a Adão e Eva e a sua  história costumava ser encenada nas igrejas. Como representação do paraíso era usada uma árvore carregada de frutos.
Os cristãos ganharam então o hábito de montarem essa alegoria em suas casas com árvores que, com o passar dos tempos, foram ficando cada vez mais decoradas: as estrelas simbolizando a Estrela de Belém, as velas simbolizando a luz de Cristo e as rosas em homenagem à Virgem Maria.

Durante os séculos XVII e XVIII este hábito tornou-se tão popular entre os povos germânicos, que estes atribuíram a criação da árvore de Natal ao seu congénere Martinus Luter, (Martinho Lutero), fundador do protestantismo. 
Reza a lenda germânica que Lutero ao passear durante uma noite limpa pela floresta, observou o efeito das estrelas no topo das árvores e trouxe essa imagem para a sua família na forma de uma árvore com uma estrela no topo e decorada com velas.

Mas foi só durante o século XIX que a árvore de Natal se começou a difundir pelo resto do mundo, muito graças à contribuição da monarquia britânica. O príncipe Alberto, o marido de origem alemã da rainha Vitória, montou uma Árvore de Natal no palácio real britânico. Foi então tirada uma fotografia da família real junto à árvore, fotografia essa que foi publicada na revista “Illustrated London News”, no Natal de 1846.

No entanto, como o uso de árvores adornadas tem origem pagã, a adopção da Árvore de Natal foi muito mais rápida nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico.
Já nos países católicos, como Portugal, a Árvore de Natal foi ganhando aceitação muito lentamente, pois a tradição de Natal eram os presépios, como única decoração da sua celebração.

Só a partir de meados do século XX é que a Árvore de Natal começou a ser mais aceite em Portugal, já que antes dessa altura era pouco popular nas cidades e completamente ignorada nas zonas rurais.

Mas o tempo não parou e o costume começou a enraizar-se ao ponto de, actualmente, já fazer parte da tradição natalícia portuguesa

Em "A Origem das Coisas"

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º de Dezembro de 1640-A Restauração da Nossa Independência

A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outras motivos de natureza vária que não cabem neste pequeno resumo, concorreram para a perda da Independência de Portugal. 

Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. 

Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência, onde estão presentes elementos do clero e da nobreza. 

A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. 

Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. 
A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. Restava, agora, defender as fronteiras de Portugal de uma provável retaliação espanhola. Para o efeito, foram mandados alistar todos os homens dos 16 aos 60 anos e fundidas novas peças de artilharia. Aclamação de D. João IV, da autoria de Veloso Salgado (Museu Militar, Lisboa) 

Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal após 60 anos de monarquia dualista. 

Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela. Entre os dois estados foram sucessivas e acerbas as guerras, as únicas que Portugal realmente travou na Europa. 

Para a maioria dos Portugueses, os monarcas habsburgos não eram mais do que usurpadores, os Espanhóis, inimigos, e os seus partidários, traidores. 

Mas a Restauração carece de ser explicada por grande número de outros elementos. Culturalmente, avançara depressa, entre 1580 e 1640, a castelhanização do País. Autores e artistas portugueses gravitavam nas órbitas da corte espanhola, fixavam residência em Espanha, aceitavam padrões espanhóis e escreviam cada vez mais em castelhano, contribuindo para a riqueza do teatro, da música ou da arte pictórica espanhóis e dando hoje a impressão errada de uma decadência cultural a partir de 1580. 

A perda de uma individualidade cultural era sentida por muitos portugueses, com reacções diversas a favor da língua pátria e da sua expressão em termos de prosa e poesia. Contudo, os intelectuais que assim reagiam sabiam perfeitamente que os seus esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política. 

D. Margarida, duquesa de Mântua, neta de Filipe II, exerceu o governo de Portugal com autoridade de vice-rei e capitão-general de 1634 a 1640 Economicamente, a situação piorara desde a década de 1620 ou até antes. Muitas das razões que haviam justificado a união das duas coroas ficaram ultrapassadas com a marcha da conjuntura económica. 

Todo o Império Português atravessava uma séria crise com a entrada em jogo de holandeses e ingleses. Portugal perdera o monopólio comercial na Ásia, África e Brasil, resultando daí que todos – a Coroa, a nobreza, o clero e a burguesia – haviam sofrido no montante das receitas. Os Espanhóis reagiam fortemente contra a presença portuguesa nos seus territórios, mediante vários processos, entre os quais a Inquisição, situação que suscitou grande animosidade nacionalista tanto em Portugal como em Espanha, aprofundando o fosso já cavado entre os dois países. 

Mesmo em Portugal, a situação económica estava longe de brilhante. Os produtores sofriam com a queda dos preços do trigo, do azeite e do carvão, só para dar alguns exemplos. A crise afectava as classes baixas, cuja pobreza aumentou sem disfarces, como, aliás, em muitos outros países da Europa. O aumento dos impostos tornava a situação ainda pior. Para explicar os tempos difíceis e apaziguar o descontentamento geral, a solução apresentava-se fácil e óbvia: a Espanha, causa de todos os males. 

 A conspiração a favor da independência começou em 1639, se não antes, congregando um grupo heterogéneo de nobres, clientes-funcionários da casa de Bragança, e elementos do alto e baixo clero. Em Novembro de 1640, a conspiração dos aristocratas conseguiu finalmente o apoio formal do duque de Bragança. 

Na manhã do 1º de Dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo em Lisboa (Paço da Ribeira), prendeu a duquesa de Mântua, e matou ou feriu alguns membros da guarnição militar e funcionários, entre os quais o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado de coisas, secundados pelo entusiasmo popular. D. João foi aclamado como D. João IV, entrando em Lisboa alguns dias mais tarde. 

Por quase todo o Portugal metropolitano e ultramarino as notícias da mudança do regime e do novo juramento de fidelidade ao Bragança foram recebidas e obedecidas sem qualquer dúvida. Apenas Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV. 

Como “governadores”, para gerirem os negócios públicos até à chegada do novo rei, foram escolhidos o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha, o de Braga, D. Sebastião de Matos de Noronha, e o visconde de Vila Nova de Cerveira, D. Lourenço de Lima. D. João IV entrou em Lisboa a 6 de Dezembro, cessando nesta data as funções dos “governadores”. 

 Proclamar a separação fora coisa relativamente fácil. Mais difícil seria conseguir mantê-la. Tal como em 1580, os portugueses de 1640 estavam longe de unidos. Se as classes inferiores conservavam intacta a fé nacionalista e aderiram a D. João IV sem sombra de dúvida, já a nobreza, muitas vezes com laços familiares em Espanha, hesitou e só parte dela alinhou firmemente com o duque de Bragança. 

O mesmo se poderia afirmar em relação ao clero. O novo monarca português não gozava por certo de uma posição invejável. Do ponto de vista teórico, tornava-se necessário justificar a secessão: o novo monarca, longe de figurar como usurpador, reavera simplesmente aquilo que por direito legítimo lhe pertencia. 

Abundante bibliografia produzida em Portugal e fora dele a partir de 1640 procurou demonstrar os direitos reais do duque de Bragança. Se o trono jamais estivera vago de direito, tanto em 1580 como em 1640, não havia razões para qualquer tipo de eleição em cortes, o que retirava ao povo a importância que ele porventura teria, fosse o trono declarado vacante. literatura autonomista 

Numerosa literatura de pendor autonomista proliferou visando a legitimação da subida ao trono de D. João IV. Todo o reinado (1640-56) foi orientado por prioridades. Em primeiro lugar a reorganização do aparelho militar, com reparação de fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições e obtenção de material e reforços no estrangeiro. 

Paralelamente, uma intensa actividade diplomática junto das cortes da Europa – no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas, e conseguir o reconhecimento da Restauração – e a reconquista do império ultramarino. 

A nível interno, a estabilidade do regime dependeu, antes de mais, do aniquilamento de toda a dissensão a favor de Espanha. A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Pior do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas. 

Portugal não dispunha de um exército moderno, as suas forças eram escassas – sobretudo na fronteira terrestre –, as suas coudelarias haviam sido extintas, os seus melhores generais lutavam pela Espanha algures na Europa. Do lado português, tudo isto explica por que motivo a guerra se limitou em geral a operações fronteiriças de pouca envergadura. Do lado espanhol, é preciso lembrar que a Guerra dos Trinta Anos (prolongada em Espanha até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) demoraram quaisquer ofensivas de vulto. 

Regra geral, a guerra, que se prolongou por 28 anos, teve os seus altos e baixos para os dois contendores até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País. 

(Adaptado de A. H. de Oliveira Marques, “A Restauração e suas Consequências”, in História de Portugal, vol. II, Do Renascimento às Revoluções Liberais, Lisboa, Editorial Presença, 1998, pp. 176-201.)