segunda-feira, 1 de junho de 2020

Não se acobardem !

Sinteticamente ... 
Eu sou da geração criada em Angola e que assistiu á construção de um país próspero e com um futuro brilhante. Ao lado no continente africano, nasciam outros países igualmente prósperos num ambiente social feito de equilíbrios de toda a espécie. Eu vivi lá sei do que falo.

Quando estávamos a consolidar essas sociedades multi raciais, apareceram os movimentos marxistas, qual cavalo de Tróia, que minaram um trabalho secular, mataram e expulsaram os construtores da riqueza desses países. Fomos corridos, chacinados sem dó nem piedade por aqueles que nos deviam ter defendido. 

Meio século depois assistimos a uma invasão da Europa, do nosso pais, a ser levada a cabo por aqueles que correram connosco de África e agora, depois de terem destruído todo o nosso trabalho, vem para aqui, com a intenção de nos fazerem o mesmo que nos fizeram há meio século. 

Entram e nossa casa, matam destroem e se revidamos, somos logo apelidados de, racistas, fascistas, e eu sei lá mais o quê, não só por esses bandidos, mas e sobretudo, pelas novas gerações, gente que nos odeia só porque marx, soros e outros bandidos assim os mandam fazer... 
E vamos ficar quietos ?!?!?!?! 

De momento só temos o voto como arma. Se este não resultar, teremos que procurar outros meios de acabar com este pesadelo. Uma das principais armas que temos neste momento é a critica. É nosso dever cívico criticar os governantes, os deputados e todos os funcionários públicos, que são incompetentes nas suas obrigações. São pagos por nós. Temos que lhes exigir responsabilidade, competência. 

Não se acanhem. 
Não deixem as provocações de que somos alvo, sem resposta. 
Não se acobardem !

sexta-feira, 29 de maio de 2020

George Soros foi o director e o realizador do video do assassinato do negro George Floyd ?

Uma perspectiva interessante: terá sido isto um evento organizado? 
Terá sido um complot organizado a mando de George Soros ?

Estes policias estiveram envolvidos em algo, mas não sei exactamente o quê. Algo simplesmente não bate certo.

Eu acho que há, pelo menos a "possibilidade", de que essa foi uma execução pública de um homem negro por um policial branco, filmada com o objectivo de criar tensões raciais e criar uma imagem negativa no crescente grupo de sentimentos anti-estatais, anti Trump,em pessoas comuns, que já foram psicologicamente traumatizadas pelos medos do Covid 19.

Historicamente, nos anos eleitorais e nas áreas ou em grupos politicamente contestados, os incidentes de violência racial ou com armas de fogo estão se tornando comuns. Considerando o aumento do índice de aprovação do presidente Trump na comunidade negra, um evento como esse foi infelizmente "previsível".
Considere estes aspectos e compare-os com todos os outros incidentes de brutalidade policial que já aconteceram.

A parte filmada do incidente durou cerca de 10 minutos. Nesse período de tempo, três policias estão a imobilizar um homem algemado. Sabemos disso por causa das fotos tiradas do outro lado da rua. Não podemos ver os outros dois policiis no vídeo porque eles estão atrás do veículo. Durante 8 minutos do vídeo inteiro, o policia está de joelhos no pescoço de George Floyd, que não é ensinado ou aprovado por nenhuma agência policial americana.

Mais, além do oficial asiático que fala ocasionalmente com a multidão de espectadores, não há comunicação de nenhum deles com o Sr. Floyd. Sem falar, sem gritar. Quando é que já se viu um vídeo de brutalidade policial sem gritaria?

Além disso, a polícia não tinha objectivo lógico imediato. Os policias não estavam a tentar subjugá-lo para o aprisionarem. George já estava algemado e tudo o que eles precisavam fazer era colocá-lo no interior do carro. Não há explicação plausível para o manterem no chão e terem três homens em cima de uma pessoa algemada, com um joelho no pescoço. Floyd não representava uma ameaça e não resistiu. O único objectivo que parecia haver era exactamente o que aconteceu: 
"Ser filmado brutalmente assassinando um homem negro".

Pensem nisto: estes policias não se importaram de ser filmados; na verdade, o policia olhou para a câmara com olhos sem alma e um rosto sem emoção, que lembra um assassino, pois ele estava a assassinar um cidadão americano.
Nenhum dos policias falou entre si ou falou com Floyd. Não responderam aos seus pedidos de socorro. Apenas o imobilizaram ajoelhando-se em cima do seu pescoço até ele desmaiar e depois esperaram mais 4 minutos até que George Floyd perde-se a consciência e garantiram que Floyd estivesse morto e não pudesse ser reanimado.

Os espectadores estão a comunicar verbalmente com os policias, gritando que o preso não está a respirar. Diferente de qualquer outro incidente semelhante, nunca se vê os policias usarem os seus rádios de comunicação. Nunca os vemos ou ouvimos a comunicarem com a central da sua esquadra. Nenhuma outra unidade policial chega ao local e, estranhamente, a multidão também não parece aumentar.
A cena não termina até que uma ambulância chegue e eles sem cerimonia atiram George Floyd para cima da maca. Em nenhum momento ninguém de uniforme, verifica os seus sinais vitais. Como se eles não estivessem remotamente curiosos sobre a situação em que estão . 
Quem chamou a ambulância e por que motivo? 
Porque se o motivo fosse o Floyd ter um problema médico, eles  não teriam estado tanto tempo a esmagar o seu pescoço.

Logo depois que o vídeo se tornou viral, uma página falsa do Facebook supostamente pertencente ao policia aparece com posts do assassinato e são carregadas fotos dizendo "Stand your Ground" e "Trump 2020". 
Uma foto do policia com uma touca vermelha dizendo "Make America White Again". 
Uma lista de amigos preenchida com contas obviamente falsas cujos pessoas não são do seu circulo de amigos reais, tais as disparidades dos perfis. 
Esse é o mesmo tipo de truque do Facebook que aconteceu com um grupo que dava apoio aos homens envolvidos no caso Ahmed Aubrey.

É mera coincidência que isso aconteça na semana seguinte a que o tema "raça" se torne uma questão política importante depois da gafe de Biden "Você não é negro" começou a ameaçar o voto negro com o qual os democratas tão desesperadamente contam?

Além disso, há evidências substanciais no vídeo para prender pelo menos um policia agora. Por que as autoridades locais não o fariam imediatamente, a menos que houvesse uma vantagem política em não fazê-lo!

É mera coincidência que isso aconteça exactamente no preciso momento em que a campanha de medo do COVID-19 se desfaz depois de traumatizar psicologicamente o país inteiro e as tentativas de suicídio estão a disparar? 
É mera coincidência que isso aconteça após o caso Auhmed Aubrey ... 
O que de alguma forma escapou completamente à grande mídia, durante dois meses inteiros após a sua morte? 
É mera coincidência que a Supreme Race Baiter Obama tenha gravado vídeos algumas semanas atrás, conectando o COVID ao "Racismo Sistemático"?

FINALMENTE ....‼ ️‼ ️ toda esta cena se desenrola com o carro da polícia e a placa do carro que diz "POLICE" em destaque. A placa foi perfeitamente enquadrada para o máximo impacto visual. Isto também significa que ele estava literalmente a apenas 50 cm do banco de trás do carro da polícia e esses policias acharam mais inteligente matar um negro diante das câmaras do que o meterem na traseira do carro da polícia. .

Vocês podem tirar as vossas próprias conclusões, mas isto parece ter todos os sinais de George Soros. 
Por favor, abram os olhos !!!!

Agradecimentos a Chris Tanner pela foto e pesquisa

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Soros acusou Salvini de querer tirar a Itália da União Europeia

O conhecido extremista de esquerda George Soros apontou as suas armas contra Matteo Salvini, líder do partido populista de direita Lega e ex-ministro do Interior da Itália. Soros acusou Salvini de querer tirar a Itália da União Europeia e da zona do euro.

Soros fez as observações em uma entrevista que deu na semana passada ao jornal italiano Il Sole 24 Ore, no contexto de explicar a importância de impedir que outros Estados membros da UE sigam o caminho do Reino Unido para deixar o bloco.

"Felizmente, a popularidade pessoal de [Salvini] diminuiu desde que ele deixou o governo, mas o apoio a suas posições está a ganhar força", disse Soros, de acordo com um relatório do Il Giornale. “O que seria da Europa sem a Itália? A Itália era o país mais pró-europeu. Os italianos tinham mais confiança na Europa do que em seu próprio governo, por excelentes razões, mas foram maltratados durante a crise migratória de 2015. ”

Soros passou a atribuir o ressentimento dos italianos a Bruxelas e os sucessos políticos subsequentes de Salvini, ao facto de terem sido obrigados a arcar com uma parcela desproporcional dos migrantes ilegais que vieram para a UE nos últimos anos. As leis da UE exigem que os países onde os migrantes cheguem pela primeira vez, sejam sustentados p+or eles. Soros também aludiu à recente recusa da UE em emitir os chamados "coronabonds" para distribuir a dívida contraída pelos estados membros que foram duramente afectados pelo impacto da pandemia de coronavírus de Wuhan (COVID-19) como outro factor que alimenta o euroceticismo dos italianos.

Il Giornale rastreia a atenção negativa de Soros em seu país para a crise financeira da “quarta-feira negra” de 1992, quando a Itália e o Reino Unido foram forçados a retirar as suas moedas do Mecanismo de Taxa de Câmbio Europeu, após uma acção especulativa de Soros. Isso levou à desvalorização da lira italiana em 30%.

No entanto, mesmo que Soros esteja certo sobre as intenções de Salvini em relação à UE e à zona do euro, sabe que Matteo não está sózinho nas suas posições anti UE. 
Pesquisas recentes mostraram que 49% dos italianos são a favor de deixar Bruxelas, a zona do euro, como relatado anteriormente pela Voice of Europe.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

É assim que os Fascismos nascem

Amigos, tenho ocupado estes últimos 2 meses e meio a ler exaustivamente, a investigar e a sistematizar informação sobre a actual crise.
Sou a última pessoa a fazer juízos de valor e moral. Cada um faz o que entender com a sua vida e as suas opções estéticas e éticas. O que não podemos certamente é obrigar ninguém adulto a fazer algo que seja ilegítimo e contra a sua vontade, em nome do que quer que seja, seja uma crença, uma ideologia, saúde, educação, causas humanitárias ou interesses económicos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento criado no contexto do pós II Guerra Mundial, é muito claro. É muito importante revermos este documento para não esquecermos que ele é um fio de prumo incontornável no destino da Humanidade, e que jamais, sob que argumento for, pode ser posto em causa.
O que se passa actualmente no mundo inteiro, a crise “pandémica”, viola vários dos artigos acima mencionados. Isto é um facto. É uma situação sem precedentes, pois é global. Com o argumento da “saúde” violaram-se os mesmos artigos e alteraram-se Constituições, especialmente nos países “democráticos”. Assim, instalou-se um Fascismo insidioso, apelando à causa humanitária, e as populações alheadas, com medo e preocupadas consigo e os próximos, aceitaram esta “solução” para um dito “problema”. É assim que os Fascismos nascem. E diz-nos a história que, no início, as populações não se apercebem, e um dia virá em que dirão: mas eu não sabia… ninguém me avisou.
Todos os sintomas do Fascismo estão presentes: uma “solução” para um “problema”, liberdades restringidas, alteração das Constituições, censura às vozes opostas e dissonantes, estímulo da denúncia, obrigatoriedade de certas condutas que se sobrepôem à consciência individual, proibição do direito de resistir às ordens emanadas pela autoridade, et al.
O grande alibi/armadilha para este “feito” global é que somos responsáveis pela saúde dos outros adultos (exclui-se obviamente pessoas dependentes). Mas como posso eu ser responsável pela saúde dos outros? E o que fizeram os outros, no passado, para serem responsáveis pela sua própria saúde? E o que é a saúde? Eu só posso ser responsável pela minha saúde. Esta é a única atitude honesta e consciente possível. E a “saúde” é muito mais do que os infinitos virus com que a humanidade convive desde sempre (os virus têm mais diversidade do que a vida biológica), a Saúde é um conjunto cósmico Individual de Decisões e Acções que determinam a qualidade da nossa passagem por esta vida. Isto significa ser-se Humano.
Poder-se-ia até admitir que no caso duma grande catástrofe pandémica se pudessem abrir algumas excepções pontuais à Constituição… mas apenas como exemplo, quando em Portugal foi declarado o primeiro de 3 Estados de Emergência em sequência, sob o argumento de Calamidade Pública, que estranhamente, só vem a ser decretada 6 semanas depois, ainda não tinha morrido uma única pessoa no nosso país pelo dito problema. (Diário da República n.º 86/1976, Série I de 1976-04-10 / Artigo 19.º / 2. O estado de sítio ou o estado de emergência só podem ser declarados, no todo ou em parte do território nacional, nos casos de agressão efectiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de calamidade pública). E, apesar de noutros anos haver picos de mortalidade globais muito superiores causados por problemas de saúde pública, nunca tal foi declarado nem considerado. Então, o que mudou, porque o foi desta vez?
Porque era “supostamente” muito mais perigoso? A verdade é que nada o provou até hoje, antes pelo contrário, revelou-se abundantemente um fenómeno de histeria mediática: uma campanha de Marketing brutal e global com uma nova Brand de virus. Mas SE não fossem as restrições à liberdade e o lockdown disruptivo, teria sido muito pior, dirão os crentes. Creio que a frase de Benjamin Franklin em 1775, é uma resposta adequada: “They who can give up essential liberty to obtain a little temporary safety, deserve neither liberty nor safety.”
O que poderá estar por detrás de tamanho “feito” à escala global, vou deixar para outro longo, analítico e sentido desabafo. Que poderá ser imediatamente rotulado de “teoria da conspiração”. Mas, sabemos pela história das civilizações, que nada melhor do que o Homem para cumprir as suas próprias conspirações. E as conspirações vão tão longe onde a sua imaginação doentia, tóxica e virulenta o levar. E esses seres existem, esses humanos malditos, criminosos, egocêntricos, loucos, cúmplices, vendidos, mesquinhos, existem. E não são poucos. É a História que nos diz. A busca do Poder como um jogo move as grandes flutuações civilizacionais na existência dos terráqueos.
Creio que um novo obscurantismo chegou à História da Humanidade, e desta vez global: o Obscurantismo Tecnológico, pois a tecnologia surge como a “solução”. Uma solução que poderá ser uma viragem radical e distópica no destino dos humanóides.
São tantos os cientistas, investigadores e pensadores a darem-nos pistas para reflectirmos. Quase todos a serem ostensivamente silenciados e denegridos. Apenas parece haver lugar a uma ciência, uma medicina, um pensamento, uma política, uma tecnologia, uma solução. Deixo-vos um artigo (la noblesse oblige) que é uma chamada de atenção, pois as trevas são “invisíveis”. Sem medo, mas ATENTOS e REBELDES, como Guerreiros Ninja, façam com isto o que bem entenderem.

Maria Ribeiro

domingo, 19 de abril de 2020

A Traição do 25 de Abril. Descolonização comunista

Moçambique é para sempre, na minha memória, o paraíso maravilhoso que o português ali construiu, feito de felizes viveres, a brancos e pretos, amarelos e indianos, mistos e outros, em cidades maravilha onde viviam sociedades multi étnicas em paz e felicidade como Lourenço Marques, Beira, Quelimane, etc.. e as suas ilhas feitas de sonhos tropicais.
Apresentei-me no Batalhão de Paraquedistas 31, BCP 31, na Beira em Fev74, já com 3 anos de guerra de Angola; levava comigo de Portugal a informação das reuniões dos capitães preliminares do 25Abr74, em que tinha tomado parte, vestido eu de políticas inocências, purezas e outras madurezas enfim, singelezas de mim.O Comandante do 31 era um senhor peculiar em zangas permanentes com o seu ego e a vida, no acto da minha apresentação perguntou-me:-
“Vem por imposição ou voluntário?”, “Voluntário” digo eu, responde ele “Talvez se arrependa”, pensei “Estou feito...”, mas enfim, ossos do ofício, o oposto de Angola, onde reinava a absoluta normalidade na cadeia de comando.  Passei a informação sobre o movimento dos capitães e fui cumprir uma curta missão a Lourenço Marques, monitorar um curso de queda livre para civis em aviões FAP,, e depois regressei.
Nomeado Comandante da 1ª CCP, em substituição do meu impagável amigo Capitão Monteiro, avancei com a Companhia para Vila Paiva de Andrade, na Gorongosa. O 25Abr74 apanhou-me ali, o Administrador de Posto trouxe tal notícia ás 5 da tarde, tinha um ar fúnebre... e fúnebres ficaram o Comandante do Batalhão do Exército e seus oficiais, que eu ali reforçava, estranhei tal nos meus 26 anos, virgens de políticas. Reuni a Companhia para informação, informei e terminei com a afirmação da minha profunda e gongórica ignorância política: -
“Agora, com o General Spínola á frente dos destinos do País, vamos fazer a guerra a sério, e vamos acabar com isto, rapidamente.”
Constava-se que o dito cujo General, mais tarde Marechal, era um grande Cabo de Guerra, mas era sobretudo teatro e teatral e nada mais afinal!  Dia 30 de Abril, a minha companhia saiu para operações, foi emboscada, sofremos um morto, o infeliz e inesquecível Furriel A. Silva, e um ferido grave; era a guerra e a sua lógica de fatalidades; continuámos com a actividade operacional normal.  Entretanto, de Portugal iam chegando notícias do 25Abr, vagas, dispersas.
Um dia os meus alferes e sargentos, urgentes, solicitaram uma reunião comigo e o Alferes Ledo, afoito transmontano, perguntou-me: -
“Meu Capitão, ouvimos na rádio que vai haver contactos e conversações com a FRELIMO com vista á Independência, assim sendo, a partir de hoje, o Senhor explique-nos quais as razões Pátrias, para morrerem mais paraquedistas na guerra, como aconteceu ao Furriel Silva?”
Triste e crítico, foi dos piores momentos da guerra para mim, de repente e de chofre, sou colocado perante a destruição irreversível do MORAL das tropas portuguesas, quinze dias pós Abril74. A vontade de combater e morrer em defesa de Portugal, tinha acabado de ser assassinada na alma de todos os militares, paraquedistas ou não, e foi. Nesses momentos, não há retórica que valha contra os factos e eu disse apenas: 
“Esta Companhia vai continuar a cumprir todas as ordens e missões que recebermos via hierarquia, independentemente de tudo; quando recebermos ordens para terminar a actividade operacional, fá-lo-emos, até lá cumprimos, entendido?!”
Entendido e cumprido religiosamente até â Independência, data em que fui para Angola, voluntariamente. Mas, a quebra do Moral das tropas espalhou-se Moçambique fora e em Omar, Cabora Bassa, etc… onde militares do Exército, ora entregavam as armas à Frelimo, mal estes apareciam, ora se entregavam a eles próprios. O caso em Moçambique, duma companhia do Exército sediada no Norte, em Omar, foi o mais brutal, o mais cobarde e traidor de todos os conhecidos.
Em tal caso, 120 militares portugueses pediram à Frelimo por telefone, para virem ao seu quartel para se renderem eles e as armas… a Frelimo veio e prendeu-os a todos, levaram-nos para a Tanzânia, Dar-es-Salam, onde andaram a ser exibidos nas ruas como animais de circo… como derrota de Portugal e a vitória da Frelimo... foram libertados em meados de Setembro. Foi um incidente pré planeado pelo PCP e afins mais o MFA, e executado por militares infiltrados naquela companhia com tal propósito, para forçarem a entrega de Moçambique sem pré-condições.
Está aí o relato: -
2 de Agosto de 1974, Tanzânia, Dar-es-Salam, Hotel Kilimanjaro, quarto 602  Neste local decorreu uma reunião, clandestina e ilegal, em que esteve presente um grupo de militares portugueses constituído pelo Major Melo Antunes e mais uns poucos elementos do MFA, sem qualquer delegação, autorização e até sem conhecimento do Governo Português ou do Presidente da República; representavam apenas o MFA. Foi este grupo clandestino de militares do MFA, que estabeleceu os termos irreversíveis do posterior acordo de Lusaca para a independência de Moçambique, contra aquilo que o Presidente da República tinha determinado, e colocou Portugal perante um facto consumado sem saída e, fê-lo intencionalmente.
A reunião começou com Samora Machel a dizer: -
“E agora oiçam esta gravação…”
Samora sabia que aquilo que se ia ouvir ia forçaria os termos do acordo de Lusaca em 07 Set 75. No gravador começa a rodar a cassete, e ouvem-se vozes, vozes em português. Vozes que se identificam como sendo de militares portugueses, colocados numa base situada no norte de Moçambique, junto à fronteira com a Tanzânia, a Base do Exército em Omar. À medida que a cassete avança o constrangimento entre os MFA´s que representaram ilegalmente Portugal cresceu:
Frelimo: - “Vocês quem são? (Veio a identificação.)
–E querem entregar-se porquê?
Militares de Omar: - Porque é hoje o dia! Porque vocês são os libertadores da nossa Pátria! Queremos entregar-vos as nossas armas!
Os vivas à Frelimo repetem-se!”
O comandante Almeida e Costa, presente nesta reunião, recordou que Melo Antunes se levantou e desabafou :-
"Merda, assim não se pode fazer nada”.
Foi teatro, ele sabia de tudo, foi por isso que lá foi clandestinamente, o caso de Omar serviu apenas para justificar em Portugal as cedências à URSS / Frelimo e para isso o planearam e executaram: - Este encontro que começou a 31 de Julho de 1974, em Dar-es-Salam, estava inquinado desde o princípio.
No seu livro, “País sem Rumo”, o General Spínola afirmou que tal encontro decorreu sem a sua autorização e sem o seu conhecimento, enquanto Presidente de Portugal, dizendo: -
“O Major Melo Antunes, então Ministro sem Pasta, deslocou-se, sem meu conhecimento, a Dar-es-Salam para, à margem de qualquer política concertada com a Presidência da República ou com os Ministros dos Negócios Estrangeiros [Mário Soares] e da Coordenação Interterritorial [Almeida Santos], estabelecer um plano de entrega de Moçambique à Frelimo, plano que viria a concretizar-se numa proposta inicial a que ele desde logo aderiu e que representava a abdicação total perante o inimigo por nós próprios tornado poderoso.”
Na reunião seguinte, essa autorizada pelo Presidente da República, que teve lugar logo em 15 e Agosto, em Dar-es-Salam, Almeida Santos refere que Spínola exigiu que a delegação da Frelimo apresentasse desculpas à delegação portuguesa por aquilo que sucedera em Omar, como condição para se iniciarem conversações. E aqui temos mais um relato, que confirma a miséria de Omar, este feito por Almeida Santos: -
“Assim fizemos. Mas, com surpresa nossa, Samora Machel começou por pretender desconhecer do que estávamos a falar:”
Samora Machel: - Emboscada de Omar?! Uma companhia aprisionada?!
Por fim fez-se luz no seu espírito:
Samora Machel:- O quê? Aquela “entrega” dos vossos soldados?
E voltando-se para um qualquer assessor da sua delegação: – Traz a cassete… “Cassete? Íamos de surpresa em surpresa. Mas a verdade é que a misteriosa cassete veio, foi por nós ouvida, e ouvi-la ficou a constituir uma das maiores humilhações por que terá passado a delegação de um país. O que nós ouvimos foi o registo sonoro de uma “entrega”, não apenas voluntária, mas insistentemente solicitada.”
Frelimo: - Vocês quem são? (Veio a identificação.)
– E querem entregar-se porquê?

Militares portugueses: - Porque é hoje o dia! Porque vocês são os libertadores da nossa Pátria! Queremos entregar-vos as nossas armas!
Almeida Santos: - Não garanto a exactidão das palavras – cito de memória –, mas asseguro o sentido delas.
Seguiram-se os abraços, o “pega lá a minha arma, meu irmão”, etc., etc.
É claro que não havia lugar a exigência de desculpas. Limitámo-nos a pedir uma cópia da cassete para em Lisboa documentarmos isso mesmo.
Foi, pois, este Major Mello Antunes o 1º responsável do processo descolonizador de Moçambique tal como decorreu, ao arrepio do Governo e do Presidente da Republica General Spínola e exclusivamente pró URSS. Foram incontáveis os casos de cobardia induzida e humilhação Pátria, indescritíveis, recordo um Pelotão do Exército que içava a bandeira nacional, Fingoé, se não me engano, apareceu a Frelimo, esta exigiu que a bandeira fosse retirada, calcaram-na, rasgaram-na e levaram as armas; reacção dos militares, zero, demissão total.
Várias unidades do Exército, manipuladas por agitadores intestinos politizados, fugiram e abandonaram os aquartelamentos… outros prenderam os comandantes que pretendiam continuar a presença de Portugal com um mínimo de dignidade.
Em 14 anos de guerras nada disto acontecera; foi consequência única, exclusiva e imediata da quebra do Moral e da infiltração nos batalhões do Exército de submarinos treinados do PCP, com estas instruções de rendição.
Os mesmos heróis revolucionários que, como o Major Melo Antunes, premeditadamente tinham colocado as intenções de descolonizar nos média, e que, consequentemente, provocaram a quebra total do Moral das tropas, usaram depois esses casos como o de Omar e outros por eles provocados e até dirigidos, para alegarem que o Exército Português estava derrotado e destroçado, sem vontade de combater e justificaram assim a urgência da descolonização, que foi uma mera fuga, ordenada pela URSS, via seus acólitos políticos em Portugal e não só.
Tudo foi cientificamente planeado e executado; 500 anos de História e o sacrifício e trabalho de milhões de gerações de portugueses, foram-se nos ventos da revolução, num ano e meio. O descolonizador chefe foi de facto o Major Mello Antunes, apoiado pelo MFA e com a autoridade e a força de ser o testa de ferro do PCP dentro do MFA, era tido como pessoa culta e inteligente... mais tarde disse da descolonização :-
“Foi a descolonização possível… a melhor possível “
Hipocritamente tinha sido ele que, politica e militarmente, dirigido pelo PCP, mais fez para criar as condições para que assim fosse.
Mas culpabilizou as políticas e as forças armadas, acusando-as de estarem desmoralizadas, derrotadas e como tal, houve que “Descolonizar em força e já!” avaliou-as por si próprio, amedrontado e etilizado lá por Ninda em 70, como eu o vi.
Foi assim o inicio da descolonização que eu vivi, no terreno onde aconteceu.
Como militar, tinha aprendido nos bancos da Academia Militar, que o Homem e o seu Moral, eram as armas fundamentais e a espinha dorsal de qualquer exército e que sem elas, nada feito.
Mas só face ás circunstâncias concretas se percebe a dimensão de tal verdade.
José Luiz da Costa Sousa.
Capitão Paraquedista

domingo, 12 de abril de 2020

Cenas que deviam indignar o individuo comum.

A forma como o jornalismo português retrata a realidade americana, não é jornalismo. Não é informação, é desinformação. Não há uma única noticia sobre os EUA ou sobre Trump, em que não haja uma tentativa subjacente de satirizar ou ridicularizar o presidente dos EUA. Algumas vezes adulterando o conteúdo de forma intencional, como por exemplo cortando parte do seu discurso (como fizeram com a questão da projecção dos cem mil mortos), ou privilegiando umas noticias em detrimento de outras, ou usando noticias verdadeiras para vender percepções erradas. Já vi de tudo. Independentemente de se gostar, ou não dele, há que exigir seriedade ao jornalismo.

Eu também seria capaz de realizar um noticiário sobre Trump de uma perspectiva completamente diferente e só com verdades que vocês nunca vão ouvir falar, querem ver?
- O Trump ordenou que os EUA ajudassem a Itália, com pessoal militar, envio de provisões, etc.. Os EUA já tinham doado (não é emprestado como a "ajuda" europeia, é doado mesmo) 210 milhões de dólares aos países mais afectados pela pandemia. Já agora, alguma vez a Europa ajudou os EUA em alguma coisa?
- Em Portugal o nosso grande estadista António Costa paga 6,4 euros/hora aos enfermeiros na luta contra o COVID. Trump aumentou os ordenados aos profissionais de saúde que lidam com o COVID 2000 dólares e aos restantes, 1000 dólares;
- Em Portugal vocês testam para o COVID hoje de manhã, mas só sabem o resultado amanhã. Nos EUA testam agora e sabem o resultado daqui a 5 minutos. Ah e completamente gratuito o teste;
- Os EUA firmaram acordos com várias empresas, onde só a General Motors prevê a produção de 30 mil ventiladores até Agosto. Portugal inteiro relembro, tinha 1200 ventiladores. Os EUA contam já no final deste mês começar a exportar ventiladores e demais equipamento médico para o resto dos países;
- No pacote de ajuda americana às empresas e às famílias, durante esta emergência, Trump quer dar directamente cheques acima de mil euros a cada americano;
- Os EUA tem sensivelmente o mesmo número de infectados que Portugal, por milhão de habitante;
- Numa fase inicial Trump desvalorizou a doença, é certo. Sabem um país que provavelmente desvalorizou mais a doença que Trump, numa fase inicial? Portugal.

Isto podia ser um noticiário inteiro sobre os EUA, afinal, são apenas verdades. É preciso alguma coragem para escrever qualquer coisa relacionada com Trump, provavelmente 99% da população portuguesa não gosta do homem, fruto desse mesmo jornalismo. Aliás, este post não se destina a defender alguém, destina-se apenas a dar contraditório.
Uma coisa eu garanto, um sítio para onde os portugueses continuarão a emigrar, à procura de melhores condições de vida, são os EUA. Algo que os devia fazer reflectir, afinal de contas, saem de um país governado por um grande estadista como o António Costa (a fazer fé na nossa comunicação social) e vão para um país que tem como líder um tipo como o Trump. Esquisito.


Cristiano Santos no se Facebook

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A falência dos dois modelos politicos dominantes

A disseminação galopante do COVID-19, transformada em pandemia global, foi sobretudo potenciada por dois factores, ambos com natureza ideológica e que terão de ser afincadamente denunciados, porque, no final de tudo isto, terão de ser definitivamente colocados em cheque levando a uma mudança de paradigma:

1 - Sem a religião do “globalismo” com o seu cânone das fronteiras abertas, da livre circulações de migrantes e do turismo de massas, este vírus nunca se teria disseminado desta forma e a esta velocidade. Isto é incontestável! O estado pandémico foi rapidamente atingido por causa da incapacidade de restringir a circulação massiva de pessoas entre nações e da incapacidade dos países controlarem as suas fronteiras. Essa incapacidade foi gerada pela adesão ideológica à ideia de que as fronteiras devem permanecer sempre abertas e as pessoas devem poder circular livremente entre Estados, numa espécie de fanatismo religioso que levou ao atraso na tomada de decisões,(...)

2 - Ligado a isto ficou também evidenciado “à outrance” a dependência em que o mundo, e em especial a Europa, se colocou face à China para efeitos de produção industrial. A lógica da economia liberal globalizada, com as suas deslocalizações em função dos custos mais baixos, e a promoção da ideia de que não é importante haver empresas detidas por capital nacional, não poderia ter outro desfecho que não este: numa situação de catástrofe ficámos completamente dependentes de uma China que se tornou a fábrica do mundo e cujas empresas obedecem a uma estratégia geopolítica estatal de conquista mundial. (...). A necessidade de quebrar as excessivas dependências económicas globais, de ter empresas estratégicas detidas por nacionais e de voltar a ter capacidade produtiva e industrial, ficou colocada a nu com esta pandemia.

O que esta pandemia veio mostrar foi portanto a falência de dois modelos políticos dominantes no Ocidente: o da esquerda globalista das migrações massivas e o da direita liberal do capital sem pátria.

Sabemos, contudo, que os partidários da globalização e seus financiadores, procurarão aproveitar estes acontecimentos para tentarem reforçar a sua agenda, com o engodo de que as soluções passam por mais interdependência global. Não deixaremos que reescrevam a história, temos memória e estaremos cá para lhes lembrar que foram as suas ideias que alimentaram o problema. Só o conhecimento deve circular livre globalmente.

Rodrigo Penedo

sábado, 4 de abril de 2020

Ivermectina cura o COVID19.

A ivermectina é um medicamento muito comum usada para tratar vários tipos de parasitas em humanos e animais em todo o mundo. 
Geralmente é muito seguro, bem tolerado e barato também.

Várias pesquisas demonstraram que a ivermectina também pode ajudar no tratamento de vírus, incluindo vírus de RNA, como HIV, gripe e dengue.

A ivermectina já está ser usada para tratar com sucesso o coronavírus.
Pode mesmo ser usado profilaticamente para reduzir os riscos já potencialmente expostos.

Parece oportuno que os profissionais do corpo médico experimentarem o uso deste fámaco, pois as contra indicações são minimas e a recompensa é potencialmente alta. 
Especialmente porque está disponível em qualquer lugar fora das nações ocidentais, mesmo em lugares muito remotos ou rurais, onde os medicamentos para tratamento do COVID19, actualmente em teste, são muito mais difíceis de encontrar. Qualquer veterinário terá uma tonelada deste produto.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

A esquerda italiana quer fronteiras abertas sem restrições

À medida que o surto de coronavírus se espalha pela Europa e os países consideram medidas para impedir a disseminação do vírus, o ex-ministro do Interior italiano Marco Minniti defende a abertura da fronteira ao afluxo de migrantes da África.

Minniti, actualmente parlamentar do Partido Democrata de esquerda, um dos partidos de coligação do governo, pediu ao partido que continue a livrar-se dos decretos de migração aprovados na época em que Matteo Salvini era o ministro do Interior e que controlava a entrada sem controle de refugiados em Itália.

Em 2018, Salvini conseguiu descartar a permissão de residência de protecção humanitária por meio de decretos de migração e segurança promulgados pelo ex-governo.

A permissão anterior permitia que aqueles que não eram qualificados para asilo permanecessem no país por razões humanitárias. No entanto, Minniti quer que os decretos de Salvini, que permitiram a entrada de migrantes no país, sejam eliminados.

Actualmente, o número de pessoas infectadas com o coronavírus na Itália ultrapassou os 900 mil casos. Portanto, o plano de permitir a entrada de mais refugiados no país, com a possibilidade de permanecer legalmente lá, provocou raiva entre muitos italianos, incluindo Salvini.

“É essencial que a partir de hoje, quem entre em Itália por qualquer meio de transporte, do barco ao avião, seja verificado. E se vier de algumas áreas, ficará isolado por quinze dias. Como outros países, ”disse Salvini.

Minniti tem uma visão diferente sobre o assunto.

“Esses decretos devem ser profundamente alterados porque criaram condições para uma profunda insegurança. A entrada é obrigatória: precisamos voltar a acolher amplamente e restaurar a proteção humanitária ”, disse Minniti, solicitando ao governo que aceite mais refugiados por caminhos legais.

“A protecção humanitária mantém as pessoas legais, impede que sejam vítimas do crime. A integração não é uma reflexão de caridade, mas é o coração das políticas de segurança ”, acrescentou Minniti.

No domingo, Salvini pediu ao primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que renuncie "se ele não conseguir defender a Itália e os italianos".

As críticas de Salvini seguiram a decisão do governo de permitir que 276 migrantes africanos atracassem e desembarcarssem em Itália.

‘O governo subestimou o coronavírus. Permitir que os migrantes desembarquem vindos de África, onde a presença do vírus foi confirmada, é irresponsável ”, disse Salvini durante uma conferência de imprensa organizada em Génova.

África enfrenta séria ameaça de coronavírus

Enquanto isso, a pesquisadora Vittoria Colizza disse que, junto com outros pesquisadores, está muito preocupada com a disseminação do coronavírus na África, já que países como Nigéria, Sudão ou Angola não possuem infraestrutura médica suficiente para conter o surto de coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde instou a África a preparar-se para os casos de coronavírus.

O coronavírus não é a única doença que pode se espalhar através da migração e das viagens. Preocupações com doenças infecciosas foram levantadas no passado, com refugiados sírios e outros relatados como portadores de várias doenças.

De acordo com um estudo publicado na Travel Medicine and Infectious Disease, "a leishmaniose foi a doença infecciosa mais frequentemente relatada" para os refugiados sírios.

“Além disso, foi relatada a colonização por bactérias Gram-negativas resistentes a medicamentos. Nos migrantes eritreus, a doença infecciosa mais descrita nos artigos selecionados foi a febre recorrente transmitida pelo piolho. Outras doenças infecciosas freqüentemente relatadas foram sarna e malária por Plasmodium vivax ”, continuou o relatório.

Remix News

sábado, 28 de março de 2020

O porquê da tragédia do COVID19 ter explodido no Norte de Itália

Shen Jianhe perdeu o emprego e a casa quando a polícia italiana fechou sua fábrica de roupas na cidade toscana de Prato.

De dia, a mãe de quatro filhos, com 38 anos, costurava calças numa das quase 5.000 oficinas pertencentes a imigrantes chineses em Prato, que produzem roupas baratas para empresas de moda na Itália e em toda a Europa.

À noite, dormia num cubículo escondido atrás de um guarda-roupa de madeira na fábrica de Shen Wu - até a polícia chegar numa manhã fria de Dezembro. A policia fechou as fábricas e confiscaram as 25 máquinas de costura levando a cabo a repressão a uma indústria que está em expansão, mas atropelada pelas condições da ilegalidade das oficinas.

No meio dos rolos de tecido, sobras de comida e cabos elétricos pendurados, havia os pertences de Shen: um casaco rosa para bebê, um banquinho azul para crianças, e um laptop. 

"Que escolha eu tenho?" disse Shen, com lágrimas nos olhos.

Prato, a capital histórica dos negócios têxteis da Itália, atraiu a maior concentração da indústria chinesa na Europa em menos de 20 anos.

Cerca de 50.000 chineses vivem e trabalham na área, produzindo roupas com a premiada etiqueta "Made in Italy", que as diferencia das peças de vestuário produzidas na própria China, mesmo na extremidade inferior dos negócios da moda.

De certa forma, a comunidade chinesa de Prato teve sucesso onde as empresas italianas falharam. A economia da Itália mal cresceu na última década e está apenas emergindo da recessão, em parte devido à incapacidade de muitos pequenos fabricantes de acompanhar a concorrência global.

No entanto, Prato, que fica a 25 km (16 milhas) da joia renascentista de Florença, que também é um centro próspero de ilegalidade cometido por italianos e chineses, um subproduto da globalização que deu errado, dizem muitas pessoas na cidade.

Até dois terços dos chineses em Prato são imigrantes ilegais, segundo as autoridades locais. Cerca de 90% das fábricas chinesas - praticamente todas alugadas para empreendedores chineses por italianos proprietários dos prédios - violam a lei de várias maneiras, diz Aldo Milone, vereador responsável pela segurança.

Isso inclui o uso de tecidos contrabandeados da China, sonegação de impostos e violação grave dos regulamentos de saúde e trabalho. Este mês, um incêndio, que os promotores suspeitam ter sido acionado por um fogão elétrico, matou sete trabalhadores enquanto dormiam em cubículos de papelão em uma oficina.

As autoridades italianas reconhecem que não reprimiram efetivamente o comportamento ilícito crescente.

O prefeito de Prato, Roberto Cenni, ele próprio um empresário têxtil, chegou em 2009 prometendo limpar a área. Cenni diz que triplicou as inspeções desde então, mas ainda assim apenas uma pequena fração das fábricas é monitorada regularmente.

"Não temos a capacidade de combater esse sistema ilegal", disse ele, observando que Prato tem apenas dois inspetores do trabalho.

Em alguns casos, as autoridades locais compartilham a culpa. O promotor-chefe de Prato, Piero Tony, ordenou a prisão de 11 pessoas este mês, incluindo um funcionário do conselho da cidade suspeito de emitir permissões de residência falsas - por entre 600 e 1.500 euros (820 a 2.100 dólares) por peça - para mais de 300 imigrantes chineses desde maio .

COMPETIÇÃO RÍGIDA

A maioria dos chineses de Prato vem de Wenzhou, uma cidade costeira na província de Zhejiang. Eles começaram a migrar para Prato em meados da década de 1990 para trabalhar em fábricas têxteis de propriedade italiana e rapidamente dominaram toda a cadeia de produção.

Andrea Cavicchi, chefe local do lobby empresarial da Confindustria, diz que a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001 soou a morte de muitos artesãos locais de Prato, pois as barreiras comerciais impostas pela União Europeia para proteger seus fabricantes foram gradualmente eliminadas.

Como as empresas locais especializadas em tecidos de alta qualidade começaram a cortar empregos para competir com importações estrangeiras mais baratas, os empreendedores chineses começaram a alugar armazéns italianos abandonados para montar suas próprias fábricas. Gradualmente, os chineses de Prato ofereceram a velocidade, eficiência e alta produtividade que muitas empresas italianas não possuíam.

Agora eles exportam milhões de peças de vestuário de baixo custo - uma camisa de algodão feminina é vendida por menos de 2 euros e um casaco para 12 - em todo o continente. A filial de Confindustria, em Prato, estima que esse negócio valha 2 bilhões de euros por ano, ou metade do faturamento dos fabricantes de têxteis italianos no distrito.

"Entre 2001 e 2011, a indústria têxtil italiana em Prato viu sua rotatividade e sua força de trabalho cair pela metade. Mas a realidade é que não podemos culpar os chineses. O problema é que nossos custos de mão-de-obra e energia significam que não podemos competir". diz Cavicchi. "A velocidade é crucial. Em apenas três dias eles podem produzir milhares de peças de vestuário. E o resultado final - mesmo que seja um tecido barato importado da China - é perfeito ".

Os caminhões transportam as roupas para os compradores nos principais mercados europeus em um ou dois dias. No negócio de moda em rápida mudança, isso dá às oficinas de Prato uma vantagem competitiva sobre os rivais na China, que levam 40 dias para enviar sua produção por via marítima para a Europa.

Fora das muralhas da cidade de Prato, a principal Via Pistoiese se transformou em uma movimentada Chinatown, com restaurantes chineses, cabeleireiros, escolas, agentes de viagens e jovens praticando a arte marcial do Tai Chi no parque.

Por muitos anos, o governo local de Prato fez pouco sobre a crescente comunidade chinesa, cuja presença ajuda a economia local. "Havia um pacto tácito para olhar para o outro lado, porque os chineses também estavam trazendo muito dinheiro, ajudando a amortecer o impacto da crise financeira global na região", disse Massimo Bressan, pesquisador sobre questões de imigração na Iris de Prato. instituto.

Quando Cenni se tornou prefeito de Prato, ele prometeu restaurar o estado de direito na cidade de pouco menos de 200.000. Além de aumentar o número de inspeções nas fábricas, o governo local aumentou o custo da recuperação de máquinas confiscadas e introduziu um decreto que permite que um armazém seja declarado "impróprio" até cumprir as normas de segurança.

Mas parte do problema é que 60% das oficinas chinesas duram apenas dois anos, geralmente fechando e reabrindo sob um nome diferente para evitar cheques das autoridades fiscais. Os imigrantes ilegais encontrados pela polícia são obrigados a deixar a Itália dentro de cinco dias, mas não há como garantir que eles realmente o façam, disse Milone, vereador da cidade. "É uma piada", disse ele.

Além disso, muitos imigrantes ilegais chegam com vistos de turista de três meses, mas ficam na Itália por alguns anos, até ganharem dinheiro suficiente para voltar à China.

"Faço inspeções há 15 anos e posso dizer que para cada fábrica que fecharmos, outra brotará no dia seguinte. Aqui a atitude é muito frouxa, existe uma forma de conivência", disse um policial judiciário que não quis ser identificado porque não tem permissão para falar com a imprensa.

FLAMES

Do lado de fora da fábrica Teresa Moda, que ardeu em chamas neste mês, cabides carbonizados e rolos de tecido estão espalhados pelo chão, os restos de cortinas pretas e queimadas impedem as pessoas de olharem para dentro.

"A dor não tem cor", dizia uma folha de papel do lado de fora do portão gravada acima das fotos das sete vítimas, que a polícia diz que demorou dias para identificar porque os parentes estavam com muito medo de se apresentar. Um dos mortos sufocou enquanto tentava escapar por uma janela protegida por barras de ferro.

Um trabalhador chinês que veio prestar suas homenagens disse que fazia em média 70 camisas por dia e recebia 70 centavos por cada camisa. Em um bom mês, o trabalhador - que disse ter medo de dar seu nome - disse que poderia ganhar 1.500 euros.

Nas proximidades, os trabalhadores da fábrica de Shen Wu sentavam-se regularmente em suas máquinas de costura por até 14 horas por dia. Li Hong, 29 anos, trabalha lá há quase um mês, todos os dias, das 8h às 22h.

Shen Jianhe era o trabalhador mais antigo da fábrica. Ela estava na Itália há 10 anos e era a única trabalhadora lá com uma autorização de residência e contrato de trabalho. "O que acontecerá com minha máquina de costura? Preciso que funcione", disse ela, quando a polícia começou a selar todas as ferramentas encontradas nas instalações.

Shen disse que seus filhos não moravam com ela na fábrica, apesar de itens infantis - incluindo um livro de histórias com o título "Onde está minha mãe?" - estavam espalhados pelo chão de seu cubículo úmido e sem janelas, que media cerca de 2 metros quadrados e estava quase totalmente preenchido por uma cama.

"Agora preciso encontrar outro emprego. Preciso alimentar meus filhos", disse ela.


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sexta-feira, 27 de março de 2020

Levantai Hoje de Novo


DIGAM O QUE DISSEREM A UE, É UMA ORGANIZAÇÃO QUE SÓ SERVE PARA PATROCINAR A INVASÃO DA EUROPA POR HORDAS DE REFUGIADOS QUE NÃO TÊM NADA A VER COM OS EUROPEUS. 
COM ESTA INVASÃO, PERTENDEM OS PULHAS QUE ESTÃO NO POLEIRO, ACABAR COM AS IDENTIDADES NACIONAIS, MISCIGENAR AS CULTURAS, ACABAR COM A RELIGIÃO CATÓLICA, ACABAR COM A INSTITUIÇÃO FAMILIAR E CONSEGUIR UM EXÉRCITO DE ESCRAVOS DÓCEIS, ACÉFALOS QUE FORNECERÃO MÃO DE OBRA BARATA. 
É UM ARREMEDO DA URSS. NA PRIMEIRA GRANDE CRISE EUROPEIA, ALEMANHA, FRANÇA, HOLANADA VIRAM AS COSTAS AOS MAIS NECESSITADOS DE AUXILIO E DÃO ORDENS PARA DEIXAREM MORRER OS IDOSOS QUE FORAM OS PRINCIPAIS OBREIROS DE UMA EUROPA PRÓSPERA E EM PAZ, APÓS DUAS GUERRAS MUNDIAIS. 
FORAM 50 ANOS DE PAZ E PROSPERIDADES QUE ESTES GRANDESSISSIMOS FILHOS DE PUTAS MARXISTAS DE PENSAMENTO, SOCIALISTAS DE MERDA, DESTRUIRAM.
SOU NACIONALISTA E PELA MINHA BANDEIRA LUTAREI NOVAMENTE SE A ISSO ME OBRIGAREM.

quinta-feira, 26 de março de 2020

A Sea Watch quer transferir refugiados da Grécia para a Alemanha

A organização pró-imigração alemã Sea Watch tem uma idéia inovadora de como a União Européia pode lidar com a atual crise migratória na Grécia: usar navios de cruzeiro para trasladar migrantes para a Alemanha.

As ilhas gregas no mar Egeu estão actualmente abrigando dezenas de milhares de migrantes em campos. A Sea Watch está preocupada com o facto de que com o surto do coronavírus, os migrantes correm o risco de infecção em massa devido às más condições sanitárias nos campos.

Mas a pandemia oferece outra oportunidade que a Sea Watch acha que poderia ser uma solução para o problema. Todos os navios de cruzeiro foram temporariamente desactivados devido ao surto. Esses navios podem transportar milhares desses refugiados e estão equipados com instalações médicas avançadas. Assim, a Sea Watch recomendou à UE que os navios fossem usados ​​para transferir migrantes das ilhas gregas para a Alemanha, de acordo com um relatório no site de notícias socialistas Morning Star.

A Sea Watch disse que ajudaria o esforço com apoio médico e logístico.

Em proposta, a Sea Watch observou que mais de 140 cidades e municípios alemães declararam a sua disposição de aceitar migrantes e que somente a Alemanha poderia acomodar até 40.000. Eles também apontaram que o governo alemão é um dos principais financiadores das linhas de cruzeiro.

"Quem deixar de garantir que as pessoas sejam evacuadas agora será cúmplice da possível morte de centenas", afirmou Johannes Bayer, presidente da Sea Watch.

Outra instituição de caridade alemã, a Mission Lifeline, planeja transferir crianças migrantes dos campos gregos para Berlim em voos fretados, algo que já havia feito antes. A instituição beneficente conseguiu facilmente angariar fundos para o esforço e agora aguarda apenas as autorizações do governo alemão.

Os países que se recusam a receber mais migrantes por causa da pandemia de coronavírus estão violando as convenções internacionais de direitos humanos, disse a Mission Lifeline ao Morning Star.

Outros países europeus, no entanto, já estão esticados até o limite devido aos surtos e estão sendo forçados a liberar migrantes de volta à população em geral devido à falta de recursos, conforme relatado anteriormente pela Voz da Europa.

terça-feira, 17 de março de 2020

Dean Koontz não previu o coronavírus em um romance de 1981

O coronavírus é oficialmente uma pandemia global; portanto, naturalmente, as pessoas estão alimentando as suas ansiedades consumindo vorazmente filmes e livros sobre outros surtos.
Alguns deles têm semelhanças assustadoras com o que está acontecendo agora, levando algumas pessoas na internet a afirmar que certos contadores de histórias "previram" a disseminação do coronavírus.
Um exemplo particularmente impressionante vem de um romance de suspense de Dean Koontz chamado "Os Olhos das Trevas".

Num tweet que já foi amplamente compartilhado, alguém disse que Koontz havia previsto o surto de coronavírus com base numa página do livro. Mas dizer que Koontz viu tudo isso acontecer é um pouco exagerado. Afinal, um romance é uma obra de ficção.

Então, vamos esclarecer.

No livro, o vírus é uma arma feita pelo homem
Numa página do romance, um personagem chamado Dombey narra uma história sobre um cientista chinês que levou uma arma biológica chamada "Wuhan-400" para os Estados Unidos:

"Para entender isso", disse Dombey, "é preciso recuar vinte meses. Foi nessa época que um cientista chinês chamado Li Chen desertou para os Estados Unidos, trazendo uma disquete da nova e mais perigosa arma biológica da China. Eles chamam o material de 'Wuhan-400' porque foi desenvolvido nos seus laboratórios de RDNA fora da cidade de Wuhan, e era a quatrocentos na produção viável de microorganismos criados pelo homem naquele centro de pesquisa ".

Primeiro, vale ressaltar que na edição original de 1981 de "The Eyes of Darkness", essa arma biológica foi chamada "Gorki-400", em referência a uma localidade russa. O nome da arma foi alterado para "Wuhan-400" quando o livro foi lançado novamente em 1989, segundo o South China Morning Post.

É verdade que o actual surto de coronavírus começou em Wuhan, China. Mas a ideia de que o vírus foi criado em laboratório é na verdade uma teoria da conspiração que se originou em contas de mídia social não verificadas e que foi amplamente descartada por cientistas da China e do Ocidente.

Especialistas ainda estão tentando descobrir a fonte exacta do vírus, mas pesquisas indicam que ele provavelmente se originou em morcegos e foi transmitido a um hospedeiro intermediário antes de "saltar" para as pessoas - assim como o seu primo que causou a epidemia de SARS em 2003.

No livro, o vírus tem uma taxa de mortalidade de 100%
Num parágrafo posterior, o personagem Dombey continua dizendo que ninguém infectado pelo vírus sobrevive:

"E o Wuhan-400 tem outras vantagens igualmente importantes sobre a maioria dos agentes biológicos. Por um lado, você pode se tornar um portador infeccioso apenas quatro horas após entrar em contato com o vírus. Esse é um período de gestação incrivelmente curto. Uma vez infectado, ninguém vive mais de vinte e quatro horas. A maioria morre em doze. A taxa de mortes de Wuhan-400 é de cem por cento. "

Esse não é o caso do coronavírus.

Primeiro, as pessoas infectadas pelo coronavírus tendem a desenvolver sintomas cerca de cinco dias após a exposição e quase sempre dentro de duas semanas, de acordo com um estudo recente.

Em segundo lugar, a taxa de mortalidade por coronavírus não chega nem perto de 100%.

Embora o vírus possa ser fatal, são principalmente os idosos e aqueles com um sistema imunológico enfraquecido ou outras condições de saúde que enfrentam riscos mais sérios.

As autoridades estimam que a taxa de mortalidade do vírus seja entre 3% e 4% em todo o mundo, com base nas informações que eles têm, embora esperem que esse número caia.

Então, embora Koontz possa ser um escritor cativante, ele não é bruxo.

Harmeet Kaur, CNN

O aparecimento do COVID19, foi descrito num romance de Dean Koontz em 1981


"Para entender isso", disse Dombey, "é preciso recuar vinte meses. Foi por essa altura que um cientista chinês chamado Li Chen desertou para os Estados Unidos, levando uma disquete da Chinacom com um segredo perigoso: uma nova arma biológica devastadora. 

Chamaram ao virus 'Wuhan-400' porque foi desenvolvido nos seus laboratórios RDNA fora da cidade de Wuhan, e foi a centésima centena de estirpes viáveis ​​de microorganismos criados pelo homem naquele centro de pesquisa.

 "O Wuhan-400 é uma arma perfeita. Infecta apenas seres humanos. Nenhum outro ser vivo pode hospedálo. E, como a sífilis, o Wuhan-400 não pode sobreviver fora do corpo humano vivo por mais de um minuto, o que significa que não pode contaminar permanentemente objetos ou lugares inteiros, como o antraz e outros vírus virulentos microrganismos podem. E quando o anfitrião expira, o Wuhan-400 dentro dele morre pouco tempo depois. Assim que a temperatura do cadáver cai abaixo de oitenta e seis graus Fahrenheit. Você vê a vantagem de tudo isso? "

"Se eu entendi, os chineses poderiam usar o Wuhan-400 para acabar com uma cidade ou um país, e então não haveria necessidade de uma descontaminação complicada e cara antes de eles se mudaram e assumiram o território conquistado ".

"Exatamente", disse Dombey. E o Wuhan-400 tem outras vantagens igualmente importantes sobre a maioria dos agentes biológicos. Por um lado, você pode se tornar um transportador infeccioso apenas quatro horas após entrar em contato com o vírus. Esse é um período de incubação incrivelmente curto. Uma vez infectado, ninguém vive mais do que vinte e quatro horas. A maioria morre em doze. É pior que o vírus Ebola na África - infinitamente pior.

A taxa de matança de Wuhan-400 é de cem por cento. Ninguém deve sobreviver. Os chineses testaram-no em, só Deus sabe,  centenas de presos políticos. Eles nunca foram capazes de encontrar um anticorpo ou antibiótico eficaz contra esta estripe. O vírus migra para o tronco cerebral e começa a segregar uma toxina que literalmente destrói o tecido cerebral, como a gaze que dissolve o ácido da bateria. Destrói a parte do cérebro que controla todas as funções automáticas do corpo. A vítima simplesmente deixa de ter um pulso, funcionando"


quarta-feira, 11 de março de 2020

O 11 DE MARÇO DE 1975 - HÁ 45 ANOS - UMA ARMADILHA!

«Um evento do pós-Abril de 74 cuja versão é política - e só.»
Os objectivos do 11 de Março de 1975:
1º Neutralizar fisicamente (prender) todos os militares e civis relevantes, identificados como potenciais opositores ao processo descolonizador pró-URSS, enjaulando-os em Caxias, até finalização da descolonização.
2º Acelerar o processo descolonizador o mais possível.
3º Acelerar o processo de comunização em geral de Portugal, e consolidar o poder do PCP.
O 11Mar75 e o 25Nov75 foram duas ocorrências extraordinárias do processo revolucionário iniciado em 25Abr74, nas quais as tropas Paraquedistas foram magistralmente manipuladas e usadas para fins políticos complexos, de que estas, eventualmente, não tiveram consciência plena, nem no acto e, porventura, nem á posteriori.

Ambos estes eventos se complementaram em termos dos interesses políticos, internacionais e nacionais, despoletados pelo 25Abr74 e, foram apenas capítulos diferentes e críticos dum mesmo plano geral e obra dos mesmos planeadores, que não foram os ditos e reditos à opinião pública, estes, foram meros “executores desses planos”, uns mais conscientes e outros menos ou zero.
Nada em tais processos aconteceu por geração espontânea ao acaso das políticas em curso, ou dos Capitães em movimento, não, havia planos e planos para os planos, vindos da URSS, pelas mãos dos agentes portugueses.

As versões oficiais destes eventos contam outras histórias mais conformes com os interesses formais dos vencedores dos mesmos, mas, nada demais, são apenas as sabidas e consabidas duas faces da política, uma, o “show da correção política” das ribaltas dos média e dos políticos para consumo e manipulação do Povinho e, a outra, é a “Real Politik”, a mais das vezes muito diversa se não oposta á oficial, hermética, quiçá dita conspiracionista e, como tal, desconhecida e não considerada.
O 11Mar75 foi uma clássica “golpada” política, uma armadilha primária e básica, para neutralizar adversários e avançar com urgentes objectivos políticos, que ultrapassavam, e muito, os interesses de Portugal.
A estratégia destas “golpadas” consiste em pré planear e gerar intencionalmente factos políticos, que choquem dramaticamente a opinião pública, e que propiciem a sua imediata manipulação pela comunicação social e pelos políticos de serviço ao golpe, para lhe criar paixões, opiniões e atitudes, orientadas no sentido político pretendido. »
José Luiz da Costa Sousa
Capitão Paraquedista â data do 11 de Março de 1975