quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A liberdade é mesmo uma opção
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Há muitas espécies de liberdade.
O mundo não pode garantir-se a maior quantidade possível de liberdade instituindo, pura e simplesmente, a anarquia, pois nesse caso os mais fortes seriam capazes de privar da liberdade os mais fracos.
No seu sentido mais elementar, liberdade significa a ausência de controles externos sobre os actos de indivíduos ou grupos. Trata-se, portanto, de um conceito negativo, e a liberdade, por si só, não confere a uma comunidade qualquer alta valia.
A liberdade é um requisito indispensável para a obtenção de muitas coisas valiosas; mas essas coisas valiosas têm de partir dos impulsos, desejos e crenças daqueles que desfrutam dessa liberdade.
Bertrand Russell, in "Realidade e Ficção"
Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e morreu em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra no Vietnã. Era inquieto.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A Liberdade, segundo o PS de Sócrates...

A denúncia é feita pelo advogado Jorge Bleck ao "Jornal de Negócios", que refere que “houve abordagens do gabinete de Sócrates para que Alexandre Relvas "medisse bem o que dizer" no seu discurso de apresentação como presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, no Outono do ano passado.
A informação foi desmentida ao próprio jornal por fontes do gabinete do primeiro-ministro, enquanto Alexandre Relvas, também presidente da empresa Logoplaste, ainda não confirmou nem desmentiu a acusação.
Segundo a denúncia do conhecido advogado de Lisboa, e citando o jornal, “essas pessoas próximas do primeiro-ministro disseram-lhe que convinha ser moderado”, lembrando a ligação da Logoplaste à REN, refere o Jornal.
Jorge Bleck defende, em declarações ao mesmo jornal, que “os agentes económicos não são livres porque, se opinam num determinado sentido, o negócio não vem”, considerando que, na origem desse facto, está o “excessivo peso do Estado na economia”.
Por Rosa Soares ,no Publico - Foto no: wehavekaoesinthegarden.blogspot.com
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Liberdade, ameaçada, nas nossas escolas.
Na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, Palmela, os alunos estão proibidos de usar decotes exagerados, saias muito curtas e boxers à mostra. Sempre que o calor aperta, sobe o tom dos protestos."No ano passado trazia uma blusa mais curtinha e a barriga estava à mostra. Mas olhe que nem se via o umbigo! Tive de vestir o casaco de uma colega", desabafa Inês. Embora reconheça que algumas meninas abusavam, trazendo "saias que mais pareciam cintos", considera injusto. "Ainda se isto fosse uma escola privada daquelas que têm a ditadura dos uniformes...", atira, por sua vez, Adriano, na rebeldia dos seus 16 anos.
A medida também não colhe a simpatia dos pais. Alguns não concordam, outros esforçam-se por entender as razões do Conselho Executivo (CE). "Concordo assim-assim, mas compreendo. Havia excessos. Deve haver bom senso, mas se a minha filha (de 11 anos) não usar calções agora, vai usar quando?", questiona Maria Santos, mãe de uma aluna.
A proibição do uso de "calças de cintura descida, decotes exagerados, tops e mini-saias excessivamente curtas" foi decidida no ano lectivo 2004/2005, por deliberação da Assembleia de Escola, após duas situações que motivaram uma acesa discussão interna.
"Um professor veio ao Conselho Executivo dizer que se tinha sentido incomodado pelo facto de estar a dar uma aula e de ter, à sua frente, uma aluna com uma saia tão curta que se viam as cuequitas", explicou ao JN Natividade Azeredo, presidente do CE.
O outro caso aconteceu em plena euforia com o Euro 2004, quando um aluno surgiu na sala de aula todo pintado com as cores da bandeira. "A professora não estava a conseguir identificá-lo. Pedi ao aluno que fosse lavar a cara", esclareceu. Noutra ocasião, e já depois de aprovadas as restrições de vestuário, um aluno que almoçava no refeitório curvou-se e ficou com as calças a meio do rabo. Acabou por ser chamado à atenção pela responsável.
"Os exageros podem levar a uma falta de respeito entre alunos. Algum cuidado na forma de se apresentarem poderá contribuir para o apaziguamento de certas situações", argumenta Natividade Azeredo, referindo-se à descoberta da sexualidade dos alunos, aos toques e chamados "apalpões" dos meninos às meninas.
Natividade Azeredo é presidente do CE há 19 anos. Diz que não é conservadora, mas assume que é exigente. Os jardins da escola, sobrelotada, com 900 alunos, estão sob os cuidados de um jardineiro e ninguém estraga. As ruas entre pavilhões têm nomes. Não há rabiscos nas paredes e a escola tem médico às quartas-feiras.
Na foto junto, a sugestão. Uniforme tipo, para as alunas da Na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos José Maria dos Santos, no Pinhal Novo, Palmela.

