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domingo, 29 de novembro de 2020

NOVA ORDEM MUNDIAL.... DITADURA SOCIALISTA MAÇÓNICA !

EXTRACTO DA AGENDA DA NOVA ORDEM MUNDIAL, REFERENTE AO ACTUAL VÍRUS, DEFINIDA POR DAVID ROCKFELLER, FALECIDO HÁ 4 ANOS, COM 103 ANOS, (responsável  pela implementação da NOM).

1ª Fase: - Criar e disseminar um vírus extremamente contagioso, mas com baixa taxa de mortalidade.   Fazer com que os orgãos de informação, préviamente "comprados" causem uma histeria em massa sobre o vírus, fazendo explodir o número de mortes falsas pelo virus, com certidões de óbito falsificadas.   

Usar kits de teste pré-contaminados, classificando a maioria das pessoas testadas como sendo positivas sem o serem, e os mortos não relacionados com o virus, como sendo positivos e certificar estes com óbitos com Covid.    

Confinar totalmente as populações por 3 meses, inicialmente, e depois, mais lentamente e ao longo do tempo ir alternando confinamentos com desconfinamentos, em vários intervalos, para condicionar e criar reflexos automáticos nas pessoas para que aceitem viver sob medidas/ restrições draconianas e os Média repetirão continuamente, que uma vacina é necessária, e criar a vontade em todos de a tomarem, para que tudo se normalize.

   

Reprimir activamente os protestos e punir os instigadores com graves sanções financeiras/ judiciais.    

Manter os confinamentos e as quarentenas o máximo tempo possível, para destruir a economia da região, quebrar as cadeias de abastecimentos em víveres para causar escassez de alimentos, distúrbios civis e outros protestos. 

   

Finalmente, acabar com o confinamento da fase 1, quando a repulsão pública aumentar.   Dizer claramente nos orgãos de informação, que acabar com o confinamento e outras medidas restritivas da liberdade de movimento das pessoas, pode ser cedo demais, mas ainda assim vai ser terminado, para o poder política passa por gente de bem e passar as culpas de futuros jogos virais e confinais ao mau comportamento dos povos tolinhos.   


Fase 2 Os confinamentos, o medo e a distanciamento social comprometerão progressivamente o sistema imunológico da população, amplificado pelo uso continuado das máscaras, exposição mais longa ao Wi-Fi / 5 G dentro de casa, exposição reduzida ao sol, ao ar fresco, ás bactérias saudáveis e falta de intimidade e comida pouco saudável das provisões.    

Quando estas pessoas confinadas aparecerem na sociedade, mais pessoas ficarão doentes, dada a fragilidade dos seus sistemas imunológicos, o que será imputado ao C e novamente destacado pelos Média, que brutalizarão continuamente 24 horas por dia os povos com mais e mais mortos e positivos, para gerarem o máximo terror..    

Advertir para a necessidade potencial de um segundo confinamento, apoiado por um número de infecções sobrestimadas a partir de Agosto de 2020. (ESTAMOS A ENTRAR NESTE PONTO EM PORTUGAL)    

Tudo isso acontecerá antes da vacinação estar pronta, para a justificar.   

E m Outubro-Novembro, um confinamento mais longo (6 meses ou mais) e mais RESTRITIVO seguirá até todos serem vacinados, com a vacina por eles indicado.    

Desta vez, as penas por desobediência civil são aumentadas e as multas são substituídas por penas de prisão. (PRISÃO DE 120 DIAS, MULTAS 2000 EUROS JÁ EM PORTUGAL)   

Culpar os manifestantes e o povo em geral pela segunda onda.    

Criar mais pontos de controle com suporte militar, introduz apps obrigatórios de SEGUIMENTO das pessoas e de controla dos abastecimentos e serviços de comida / gás que os civis precisam, com necessidade de permissão oficial para aceder a tais bens.    

Continuar a expandir os confinamentos e recolheres obrigatórios, degradando cada vez mais a cadeia de abastecimento de víveres e amplificando a escassez alimentar.    

Controle qualquer indignação pública usando acções policiais e militares de extrema e força e indique os líderes da oposição como o inimigo público número um.    

Implementar programas de vacinação em larga escala e tornar a certificação de saúde obrigatória e condição prévia para a nova normalidade.   

A minoria que desafiar a agenda será negada o acesso ao trabalho ou aos suprimentos e não será autorizada a viajar.    

Fase 3: Se a maioria das pessoas resistir à vacina, um vírus SARS / VIH / MERS muito mais mortífero será disseminado, com taxa de mortalidade mais de 30 %, muito mais alta que a C e serão   novamente culpados os manifestantes e os comportamentos do povo.    

Será este último vírus, com 30% de mortalidade, que obrigará a que todos aceitem a vacinação e as regras do novo sistema.    

Um sistema de criptomoeda (patente internacional: wo / 2020/060606) será implementado em combinação com a atividade do organismo de vigilância digital ID2020 (Chip Rastreador de todos os humanos), do comportamento humano e vontade de se submeter, usando a comida / abrigo / água, como arma de aplicação no novo sistema econômico, ou  seja da Nova Ordem Mundial.    

Basicamente: faça o que queremos e seja recompensado com créditos e obtenha privilégios ou vá contra o sistema e seja penalizado e perca o acesso aos meios necessários para sobreviver.   

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ou Inferno Venezuelano, rumo ao socialismo...

O número de venezuelanos que aspira a deixar o país tem aumentado constantemente nos últimos anos, de acordo com um estudo recente da consultoria Datanalisis firme. Nomeadamente, um de cada dez venezuelano, 10% do total, procura informações ou realiza  os tramites necessários para emigrar, segundo noticia o  "Diário das Américas".

Iván de La Vega, o sociólogo e pesquisador do departamento de economia e administração da Universidade Simón Bolívar, explica que, desde a década de 1990, a Venezuela está num processo de desagregação política, económica e social o que obrigou alguns venezuelanos a tomarem a decisão de deixar o seu país.

"Tenho a alma encolhida por ter que me separar de meus filhos. Vivemos em San Antonio de los Altos, e sempre que eles saem para trabalhar às 04:30 fico com um rosário na mão. Não têm vida própria, não podem sair tranquilamente. O receio de que sejam mortos, é constante".

"Mas deixar o país é uma correria cheia de obstáculos e dificuldades devido aos inúmeros procedimentos administrativos que exige que o governo chavista. O Ministério dos negócios estrangeiros pede resmas imensas de papelada, e depois temos ainda que passar peloo registro principal, pelo Ministério do Interior, justiça e paz, educação, faculdade - ou ambos - um nunca acabar de dificuldades".
 
As filas nas portas dos edifícios oficiais são infinitas. Quando Elba Camomila foi entregar os seus documentos  chegou às 08:00 da manhã e tinha o número 274 numa fila que começou a tomar forma às 2 da manhã. 
 
Para receber os documentos, as filas são igualmente intermináveis.
 
A tudo isto, são adicionadas as  dificuldades económicas . Não há na Venezuela aviões, linhas aéreas com destino ao estrangeiro devido ao estrito controle imposto pelo governo de Nicolás Maduro, que proibiu a circulação jurídica de dólares. 
 
Os montantes da dívida do governo Venezuelano ás companhias aéreas é de 3,8 bilhões de dólares e como resultado, etas têm reduzido os seus voos desde Janeiro passado, o que complica a vida a todos os Venezuelanos que querem deixar o país.
 
http://www.libremercado.com/2014-09-02/venezuela-la-nueva-carcel-del-socialismo-1276527144/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cuba, o Inferno no Paraíso

Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao Comunismo.
Usei todos os chavões que conhecia, para justificar o projeto cubano. Não deu certo.
Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei, de novo, os pontos.
O problema do socialismo é, sempre, o real.  Está certo que as utopias são virtuais; o lugar, não. Mas, tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão.
Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.
Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre.  Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos.
Em Cuba, até, os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É, ainda, pior.
Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar, até, quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares, mensais.
José, professor de História e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros, chega a trinta). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos.
José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui, já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua.  Não podemos viajar e somos vigiados, em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’.
José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos, pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar, sozinhos, nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. 
O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida, para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.
José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. 
 
Culpa do embargo norte-americano?  Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares, não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’.
Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo.
‘Para ter um emprego num hotel, é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.
Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que quando visito um país problemático, o regime cai, logo depois da minha saída. Respondem em uníssono: 'Vamos te expulsar daqui agora mesmo’.
Pergunto: por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina.
Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha, por uma minha, se eu assassinar Fidel para eles.
Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’.  Peço demonstrações. ‘Aqui, não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso, em praça pública para criticar o governo, seríamos presos, na hora’.
Ricardo Alarcón aparece, na televisão, para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’. 
Mas, e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização, para todos; não, educação. Somos formados, para ler a versão oficial; não, para a liberdade. A educação só existe, para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.
José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’.  Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares.
Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’.
Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas, como alento. Fidel já nos tirou tudo. Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’.
Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.
 
Juremir Machado da Silva
Correio do Povo, Porto Alegre (RS)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Será o capitalismo responsável pelas nossas agruras?

Há 150 anos, o Tio Marx disse que vinha já aí a famosa crise final do capitalismo. 

Não veio, mas isto é como a História do Messias: os crentes estão sempre a ver sinais da quebra do 7º selo.
 
Eles andam aí outra vez, esgazeados como há 100 anos, berrando os mesmos slogans apocalípticos e acusando o capitalismo, esse Demónio, de todos os males. Estamos numa crise e como sempre, a culpa é do Belzebu, perdão, do capitalismo, que agora já não é só capitalismo mas ganhou adjectivos cataclísmicos como "selvagem", "neoliberal", "ultraliberal", etc.
 
Será o capitalismo responsável pelas nossas agruras?

Se nos sentarmos e pararmos de berrar os versículos da tontice, facilmente percebemos que o capitalismo é, até à data, em toda a história da humanidade, o melhor sistema que inventámos para criar riqueza, bens e serviços.

Não é bom nem mau, assenta apenas na liberdade que nos dá de fazer as nossas própria escolhas, sejam elas certas ou erradas. Uns escolhem bem, outros escolhem mal mas, como a realidade comprova, num mundo racional a maioria das pessoas faz as escolhas certas para a sua vida.

Então porque chegámos aqui? Porque andam todos estes tontos a declamar um vademecum que já estava enterrado no baú dos tesourinhos deprimentes?

Porque o Estado distorceu o mercado.

1- A inundação do crédito barato, sob a batuta da Reserva Federal americana, no rescaldo do crash das dot.com.

2-A decisão política da Administração Clinton de, através das agências Fanny Mae e Freddie Mac, conceder triliões de dólares de crédito de risco, garantidos por hipotecas sem valor. A ideia de Clinton era garantir que todos os americanos pudesse ser proprietários da sua casas, mesmo que não pudessem pagar por elas.

Estas hipotecas incentivadas pelo governo federal e, por isso, tacitamente aceites como garantidas por ele, serviram de base à criação de imensos derivados, vendidos e revendidos numa pura lógica de mercado. É assim que funciona o capitalismo...constrói bens a partir dos materiais que tem à disposição e foi o governo que lhe colocou na mesa os materiais adulterados.

Mas deve condenar-se o cabrito por comer a relva, ou quem lha pôs ao alcance? Devem condenar-se os indivíduos que aproveitaram as oportunidades, ou o estado que lhas colocou à frente e que, praticamente, lhas enfiou pela garganta abaixo?

3- E cá, a imensa dívida do estado e a nacionalização de bancos falidos.

Mas a esquerda anti-capitalista está-se nas tintas para estes factos inegáveis e profusamente referenciados, principalmente porque odeia o lucro. Este ódio busca raízes na ideia marxista de que o lucro é, por definição, o resultado da exploração do homem pelo homem. É, portanto, um pecado mortal que merece condenação e ódio.

Quando estes indignados protestam contra o capitalismo, estão a errar o alvo por muitas milhas. Os monopólios, os corporativismos, os negócios patrocinados pelos favores políticos, são a antítese do capitalismo. Onde há monopólios não há competição e, por sistema, os preços sobem, os salários baixam e os bens e serviços perdem qualidade.

Muitos destes indignados são indivíduos genuinamente preocupados com o seu futuro e nem se apercebem que estão apenas a servir de testas de ferro e figurantes de activistas profissionais, movidos pelo puro ódio ideológico ao capitalismo. 

Nas universidades, tomadas de assalto pelos intelectuais orgânicos inspirados por Gramsci, estes jovens são endoutrinados nas velhas noções marxistas da luta de classes, amalgamadas no niilismo da pós-modernidade. Incapazes de perceber como funciona o sistema em que vivem, são facilmente manipulados pelas raposas velhas do activismo esquerdista, de resto bem financiadas, por dinheiros milionários apostados na destruição do sistema que os gerou. 

O caso de Soros é conhecido e está por detrás de centenas de organizações apostadas na implementação do socialismo, desde ONG's a estações de rádio e televisão.

Os problemas que esta gente pode criar não irão destruir o capitalismo, nem trazer novamente o desacreditado socialismo. Apenas criar caos, desordem, destruição e pobreza.

Por: José António Rodrigues Carmo, na sua página do Facebook.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Socialismo, morreu...

"Socialismo" é uma palavra bonita e estamos tão agarrados à ideia da bondade das intenções do socialismo que mesmo aqueles que com ele recusam qualquer identificação não conseguem deixar de lhe prestar um tributo ético.

O socialismo morreu no fim do século XX e esta morte fez desaparecer do horizonte político da nossa civilização provavelmente a única alternativa real, estruturada e com raízes nos valores judaico-cristãos, ao capitalismo liberal.

E porque o capitalismo (tal como todos os sistemas) continua a alimentar a rejeição e a insatisfação de vastos sectores das próprias sociedades que enformou, sem o socialismo, a contestação interna anti-capitalista resume-se a variações demagógicas sobre a tirania e a barbárie, vontades ad-hoc que se esgotam no próprio acto de contestar. Custa-me dizê-lo, mas por vezes sinto pena que o socialismo (que partilha alguns valores essenciais com o liberalismo), não esteja já aí para federar a contestação, função que sempre cumpriu bem.

É verdade que muita gente continua a reclamar-se socialista, partidos e regimes socialistas é o que não falta por aí mas a essência do ideal socialista, essa é bastante vaga e não pode deixar de o ser, face às tenebrosas realidades que gerou no século passado e que acabaram por lhe selar o caixão. Existe também um núcleo duro de fiéis que afirmam que não se pode julgar o socialismo pelas suas realizações. Para estes, Cuba, URSS, RDA, Líbia, Iraque, Venezuela, não eram/são verdadeiramente socialistas, nem as políticas seguidas pelos partidos socialistas são verdadeiramente socialistas (o nosso PCP chama-lhes sempre “politicas de direita”).

Esta argumentação não é séria. O socialismo é aquilo que faz, e o lamento dos crentes, de que o verdadeiro socialismo nunca foi realizado, é uma falácia obstinada que poderá ser invocada por qualquer ideologia falhada. Por exemplo, os fascistas podem dizer que Mussolini não realizou o “verdadeiro fascismo” e os apaziguadores do Islamismo que o islão violento e intolerante não é o “verdadeiro islão”.

A relação do socialismo com a realidade parece ser como a do potássio com a água: ao mínimo contacto volatiliza-se, o que suscita a questão de saber o que há então no ideal socialista que o torne tão incompatível com a realidade quando parecia aos seus defensores um sistema racional, que expunha os defeitos óbvios da sociedade capitalista.

O primeiro socialismo era utópico, como Marx lhe chamou. Insatisfeito com a modernidade, essa insatisfação era basicamente uma versão secular da crítica católica a um mundo cada vez mais surdo ao seu discurso. Saint-Simon acreditava até ser uma espécie de Messias que trazia a revelação final.
A sua principal crítica era a de que a liberdade não é o mais importante porque uma sociedade fundada apenas nos direitos individuais não tem lugar para certas virtudes que devem caracterizar uma comunidade política, nomeadamente um núcleo moral comum e uma ideia do que deve ser uma vida “boa”. 

Na verdade a sociedade capitalista descrita por Adam Smith e outros, de certo modo negligenciava essas virtudes, remetendo-as para a esfera privada. Fazia-o, não porque as considerasse desnecessárias, mas porque tinha como assumido e inabalável o acervo moral judaico-cristão. O indivíduo era “formatado” nesses valores e, mesmo que rejeitasse a crença religiosa, os valores estavam lá, já faziam parte dele. O capitalismo respirou nesta e desta atmosfera moral que, contudo, se foi desgastando face à emergência de conceitos relativistas e niilistas, de certa forma gerados no e pelo próprio espírito do capitalismo.

O socialismo cativou tanta gente inteligente e bem intencionada, porque foi um esforço moderno para resistir à corrupção ética da própria modernidade. É, por isso, uma religião secular, conceito de resto assumido como necessário pelos próprios “saint-simonianos”. Contém um núcleo religioso, um conjunto de princípios de “mal” e “bem”, no qual são endoutrinados os fiéis. A experiência israelita do kibbutz é, por isso, extraordinariamente similar à pequena comunidade religiosa, uma comunidade socialista que funciona, mas apenas na medida em que as pessoas aderem ao núcleo de valores, a comunidade se mantém suficientemente pequena para evitar a divisão do trabalho e as classes sociais que isso implicaria, e manifeste alguma indiferença para com os bens materiais não essenciais, sem a qual não existiria igualdade.

Os socialistas utópicos esperavam abolir a pobreza, mas visavam padrões modestos, típicos de uma comunidade Amish, por exemplo, porque a exaltação de apetites individuais que fossem para além disso, necessariamente criariam tensões no seio da comunidade, como de facto aconteceu nos kibbutz. A comunidade socialista deveria também produzir um tipo de indivíduo socialista, um homo novus que estivesse acima do materialismo e da vulgaridade dos apetites burgueses, típica do indivíduo capitalista.

Contudo o tipo de socialismo que varreu a história não foi este, mas sim o “socialismo científico” de Marx e seus discípulos, que alimentou a ambição, muito mais vasta, de transformar rapidamente toda a sociedade. O seu ímpeto moral era também decorrente da luta contra a modernidade mas acabou, nas suas várias vertentes (comunismo, social-democracia, etc.,) por fazer caminhos muito diferentes.

Todas as variantes do socialismo científico acreditavam em políticas manipuladoras e dirigistas que, pela acção governativa de uma elite iluminada, sobre as populações ignorantes ou alienadas, criariam a comunidade virtuosa. Mas, ao contrário do seu antecessor utópico, o socialismo científico criticava o capitalismo por este ser incapaz de produzir a abundância que a tecnologia possibilitava e, em vez de uma igualdade assente na escassez, trombeteava a igualdade na abundância. Não é por isso de admirar que tenha atraído imediatamente todos aqueles que se sentiam frustrados por aquilo que o sistema capitalista lhes dava. As massas não queriam uma vida virtuosa e modesta, mas sim ter tudo aquilo a que se julgavam com direito.

O socialismo científico cristalizou em duas correntes que chegaram ao poder no séc. XX: uma que entendia que a comunidade socialista devia manter o sistema liberal de democracia parlamentar e outra que considerava isso indesejável.

O socialismo totalitário, falhou rotundamente. O planeamento centralizado foi incapaz de lidar com a complexidade da realidade moderna e da natureza humana. É certo que foram realizadas grandes obras e projectos, mas não há nisso nada que se possa creditar ao socialismo. A História está cheia de grandes realizações levadas a cabo por poderes autocráticos, desde as Pirâmides, à Grande Muralha da China. Naquilo que interessava ou seja, criar uma sociedade de abundância para todos, este socialismo falhou em toda a linha e revelou-se mais “utópico” do que o socialismo utópico propriamente dito.

A vertente social-democrata não leninista, não teve muito melhor sorte e onde aparentou algum êxito, foi sempre à custa da própria doutrina.

O caso sueco é paradigmático. Décadas de governação social-democrata, desembocaram num país próspero, com uma economia que, no início da década de 70, se dividia a meio entre capitalismo privado e capitalismo de estado. Mas a pressão ideológica socialista para nacionalizar ainda mais e fazer uma redistribuição mais igualitária dos rendimentos, conduziu ao abrandamento económico, inflação galopante, baixa de produtividade, quase bancarrota e ao descontentamento que acabou por determinar a derrota dos social-democratas e o regresso a um caminho mais próximo do capitalismo liberal.

Na Inglaterra, então designada pelo “doente da Europa”, aconteceu mais ou menos o mesmo, tendo finalmente emergido Margaret Tatcher que pôs fim à deriva socialista e salvou o país.

Hoje, face à crise e à retórica socializante que se ouve de novo, as sociedades precisam de se vacinar contra o regresso de um fantasma que morreu, mas ainda pensa estar vivo.

O ingrediente estritamente económico da vacina está mais do que identificado, e passa por um Estado-Previdência que evite a lei da selva e associe compulsividade e livre escolha, de resto perfeitamente compatível com o capitalismo liberal.

O ingrediente ético é um osso mais duro de roer. O declínio das crenças religiosas e dos valores tradicionais, é uma das mais sérias contradições, no sentido dialético, do capitalismo, uma vez que resulta da própria ideia liberal de que estas coisas são da esfera privada.

Mas é um osso que tem de ser roído pelo próprio sistema capitalista liberal, sob pena de a morte do socialismo redundar no aparecimento de fantasmas pseudo-socialistas que assentam os seus gritos lancinantes de além-túmulo no repúdio da liberdade individual em nome da “igualdade”.
E esse caminho já sabemos onde conduz.

Por: José António Rodrigues Carmo, na sua página do Facebook.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Socialismo, substantivo comum

O “socialismo” é um substantivo comum precisando urgente de adjetivos incomuns. No jogo das palavras que produzem a história, “socialismo” é substantivo quase banido do nosso noticiário, da nossa política e do nosso cotidiano. Sorrateiramente, o vocábulo foi sendo exilado para as margens da vida, para alívio de alguns, especialmente para os grupos que vivem confortavelmente neste mundo tão desconfortável.

Quem viveu a efervescência dos anos sessenta (e seguintes) e a esperança quase tocada de um mundo melhor, sabe que o substantivo comum “socialismo” já foi sinônimo exatamente de “esperança” e de “mundo melhor”, palavra que juntava gente e que ameaçava interesses, palavra gritada, cantada, escrita, publicada, anunciada, palavra que fazia sonhar parte da população e causava insônia na outra, nessa minoria privilegiada, cercada de luxo em uma estrutura produtora de lixo e miséria.

A palavra se perdeu nas adjetivações da história. No século dezenove havia os socialismos “utópicos”, tantos e de tantas cores, e o socialismo “científico”, único e hegemônico, firmemente estabelecido nos alicerces da ciência, nos resultados das gigantescas pesquisas de Marx que teve a genialidade, segundo Edgar Morin, de reunir ciência, filosofia e política em construto complexo. Colocado na prática de várias experiências do século vinte, demonstrou contradições e fragilidades, tornando-se socialismo “real”.

No fim dos anos noventa o mundo muda e a palavra começa a desaparecer, perdida pelos escombros de um mundo sombrio. Curiosamente começa a desaparecer também a palavra “capitalismo”, mistério não tão misterioso dos antônimos entrelaçados. Socialismo sempre foi a crítica do capitalismo. Destituída a crítica, desaparecida a obscuridade, o objeto criticado tornou-se tão luminoso que não pode mais ser encarado, nem precisa. Ele mesmo é a luminosidade que dá a claridade, sol esplendoroso que ilumina o mundo.

Entretanto, sem a crítica das sombras o mundo não ficou melhor. A hegemonia quase absoluta do capital nos leva a ter saudades do desusado substantivo, talvez com novos adjetivos. Esse sol ofuscante não parece ser luz benfazeja, mas radiação que ameaça a vida do planeta, um Mamom todo-poderoso sem nenhum diabo para lhe combater os excessos. Os sacerdotes do capital promovem guerras, invadem países, retiram direitos de todas as pessoas, sob a bênção dos seus profetas, seguindo os seus textos sagrados.

Dentre os textos antigos, o do patriarca Adam Smith, que nos convidou a cuidar cada um do nosso próprio interesse que uma espécie de “mão invisível” cuidaria do interesse da coletividade. Hoje temos de admitir um sistema não de uma única mão, mas de muitas mãos invisíveis, que repetem o gesto ritual da coletividade, enquanto encaminham para seus próprios bolsos “as riquezas das nações”. Um dos resultados da perversidade do sistema é uma brutal concentração de renda, ao ponto de Domenico De Masi admitir que cerca de quinhentas pessoas dominam mais da metade do PIB de todo o planeta.

Quando lembramos hoje da coisificação do ser humano que significou a economia escravista, quando abominamos a corvéia do sistema feudal, sonhamos pessoalmente com um futuro em que se fale do horror do sistema capitalista, época em que o ser humano e seus valores mais nítidos foram transformados em mercadoria. Neste momento atual, o sistema capitalista quase não consegue ser percebido, como não percebemos o ar que respiramos e que nos garante a vida. Na cumplicidade das metáforas, ambos estão se tornando cada vez mais irrespiráveis.

Mas, quem sabe, nesse futuro remoto, ou nem tanto, as perversidades estruturais de um sistema baseado no egoísmo e na exploração do tempo e da alegria do trabalhador, terão sido tornados objetos de estudos históricos, tema de redação indignada de pessoas que viverão já nesse mundo melhor que esperamos. A palavra para esse possível e impossível mundo ainda é “socialismo”, substantivo comum, talvez então cercado de adjetivos incomuns. Houve um tempo até em que se falava de um socialismo à brasileira, com carnaval, samba e futebol. Tomados em seu valor simbólico, nunca como estão atualmente também estruturados pelo capital, esses podem ser bons caminhos para se repensar a humanidade.

Por: Marcos Monteiro Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão (CEPESC). Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana (BA) e coordena a ONG Portal da Vida. Faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Amanhãs que cantam

O proletariado de um modo geral, e a classe operária em particular, atravessam uma época exaltante. 

Os amanhãs radiosos voltaram a cantar, o grande capital treme de medo, Marx ressuscita, o Tio Arménio ameaça, o Operário Jerónimo embeiça e até os famosos líderes bicéfalos exigem que se retome a saga revolucionária do saudoso João Cravinho, nacionalizando por decreto todos os antro tenebrosos da alta finança arqueo-capitalista, neoliberal e proto-gananciosa. 

A adjectivação ganha asas, os baladeiros indignam-se e a cantiga volta a ser uma arma contra a burguesia.

No glorioso caminho para o socialismo espera-se agora por um governo a sério que nacionalize as petrolíferas, as telecomunicações, a Liga Sagres, o quiosque do Sr Martins, a churrasqueira Rainha dos Frangos, os pilares da ponte S. João e por aí adiante, exceptuando o meu carro, claro.

Os reaccionários neoliberais, ultra-neocons e arqueo-capitalistas andam calados que nem ratos, e consta que alguns já estarão a preparar a fuga para o Brasil, como os Champalimaudes, os Amorins,os Belmiros, os Soares dos Santos, etc. Teme-se que as próprias Rotundas de Viseu emigrem precipitadamente para o sertão brasileiro.

O que é capaz de não ser uma grande ideia porque vagueiam por lá lulas gigantes que mudam de cor com impressionante rapidez, ao ritmo da cachaça. 

E, se bem que algo desafinados, os amanhãs também querem cantar, misturando as estrofes da Internacional com o samba do mensalão, numa mistura bolivariana de Fórum de S. Paulo com ritual de Candomblé. 

Fugir para a Venezuela muito menos, porque aí só canta o Exu Chavez que, apesar de zombie, continua a anunciar o nascer de um novo amanhã cantante e bolivariano, a partir das cinzas putrefactas do neoliberalismo ultra neocon, arqueo-imperialista e proto-capitalista e isso.
 
E eu, reaccionário impenitente e irrecuperável, que bem queria odiar o grande capital mas nem as pequenas quantias consigo desprezar, temo que o ritmo revolucionário não me entre na corneta, mesmo que me encostem à muralha de aço.
 
Uma chatice!

Por:
José António Rodrigues Carmo P.S: Algumas das passagens deste texto foram extraídas das teses do último Congresso do PCP, leitura obrigatória em qualquer casa de banho de média qualidade, e muito eficaz na prevenção da obstipação.