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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Resultados das presidênciais, revelam o mau perder dos "xuxas"

Os cães ladram, mas a caravana passa...
Pois, passa a caminho da desilusão, cansada de tanta mentira e de tanto ser martirizada, por este regime que mais se assemelha ao polvo siciliano.

O PS, transformou-se num coito de barões, vendidos que se acobertam entre eles, e que se esqueceram de governar o País, passando a governar-se. Pessoas que julgava-mos impolutos e honestos, apareceram nestas eleições presidenciais, a apoiar um traidor, radical e pateta. O resultado viu-se. Mesmo com o apoio dos albaneses do BE, não passaram dos 18%.

É claro que foi uma "banhada", superior ao que se esperava. Com mau perder, com os tiques próprios de quem não tem estatura moral e ética para estar na politica, logo vieram a terreiro, ou mandaram, os seus cães de fila, minorar e desvalorizar a vitória de Cavaco Silva, esquecendo-se que são eles, que com a sua postura publica, mentindo, roubando, encobrindo os roubos dos seus parceiros, quem mais contribuiu para que os cidadãos deixassem de participar como é seu dever, na vida publica, votando.

Para um juízo mais claro deixo-vos com os escritos de Pinho Cardão, que no seu blogue 4R,põem alguns pontos nos is. Leiam.

Pinho Cardão, no 4R, escreveu:

A não contarem os votos brancos ou nulos, como nas Presidenciais, o PS teria uma percentagem de 46,4% nas Legislativas de 2005 (de acordo com a lei, e contando esses votos, teve 45%, que lhe deu a maioria absoluta).

Ninguém de boa fé contestou a força que advinha da consulta popular e a legitimidade do PS para governar, apesar de ter ficado aquém dos 50%.

Agora, Cavaco Silva teve uma votação de 52,94%, que compara com os 46,4% do PS em 2005.
Nas Legislativas de 2009, em que o PS teve uma votação de 36,6% e maioria relativa, se não contassem os votos brancos e nulos, a percentagem seria de 37,7%.

Agora, Cavaco Silva teve uma votação de 52,94%, que compara com os 37,7% do PS em 2009, mais 15,2 pontos percentuais.

Mas logo proeminentes socialistas, a mando do Partido, puseram em causa a vitória de Cavaco, vitória escassa, que o fragilizava de morte. Isto é, num caso, 37,7% dão toda a legitimidade ao PS para governar; noutro, 52,94% não chegam para dar força à função!...

Diz também o PS que o Presidente eleito o foi apenas com o voto explícito de uma minoria de cidadãos.

Ora, nas Legislativas de 2005, em que o PS teve maioria absoluta, apenas 21,8% dos inscritos votaram no Partido Socialista.

Agora, Cavaco Silva, teve uma percentagem superior, de 23,2%, em relação a um universo bem maior (mais 580.000 recenseados).

Pelo que a Campanha do Partido Socialista e comentadores arregimentados no sentido de apoucar a vitória de Cavaco Silva é um acto de forte demagogia e de muito débil inteligência, pura e política.Argumento tão parvo que se vira contra os próprios, estilhaçando-os. Mas é procedimento a que começamos a estar mais do que habituados.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Manuel Alegre, o Argelino, não é confiável

O mesmo candidato que, nos seus cartazes eleitorais, promete garantir democracia e estado social é um político com mais de três décadas de parlamento, mas com quase nula experiência governativa ou de gestão concreta de assuntos do Estado.

Na realidade Manuel Alegre foi secretário de Estado do I Governo Constitucional por escassos seis meses e fica na história por ter sido o governante que encerrou as quatro publicações do grupo da Sociedade Nacional de Tipografia em Fevereiro de 1977, atirando para o desemprego 900 trabalhadores daquele que era, à época, o maior e mais prestigiado grupo de imprensa existente em Portugal.

Talvez a história dos media portugueses fosse bem diferente se Alegre não tivesse assumido o papel de carrasco de um grupo de imprensa nessa altura. Por isso as suas declarações sobre o seu apego à Democracia esbarram no incontornável facto de, enquanto governante, a ter diminuído ao limitar – e muito - a oferta de imprensa existente.

O grupo de imprensa que Manuel Alegre encerrou integrava o jornal diário «O Século» e as revistas semanais «Século Ilustrado», «Vida Mundial» e «Mulher- Modas e Bordados». Era, em termos de qualidade e diversidade de títulos, um grupo ímpar na imprensa portuguesa da época.

Manuel Alegre acabou com ele de um dia para o outro, basicamente porque a linha editorial do «Século» o incomodava – a ele e ao Partido Socialista.

Quando assinou a morte do grupo do Século, Manuel Alegre fez promessas de uma reestruturação que nunca foi sequer iniciada. Na realidade o que interessava era encerrar aquelas publicações, limitar as vozes discordantes do Governo do PS.

No site da candidatura ou nos documentos oficiais de Manuel Alegre não se vê uma referência a esta sua acção enquanto governante. Manuel Alegre é do género de preferir esconder o que não lhe interessa. Talvez por isso esqueceu que tinha sido convidado por uma agência publicitária a escrever para uma campanha do BPP – e depois, quando a coisa se soube, meteu os pés pelas mãos.

Na realidade, Manuel Alegre não é um político fiável. Prefere esconder os seus erros a assumi-los.

(Publicado no diário Metro de 11 de Janeiro)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Manuel Alegre, não desertou, mas atraiçoou.

"Manuel Alegre desertor" é uma expressão com 9300 entradas no Google.

"Tecnicamente pode não ter sido desertor, mas isso é o que menos importa. Estar ao lado do inimigo é uma atitude que tem um nome. Para mim foi bastante pior que a deserção", afirmou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Vieira Matias, em declarações publicadas no jornal i.

É o Manuel Alegre locutor na Rádio Voz da Liberdade que o almirante Vieira Matias ataca.

"A deserção em si é um acto isolado, sem consequências de maior. A rádio de Argel criava danos psicológicos nas nossas tropas e incentivava o inimigo a combater mais violentamente."

O facto de, para Alegre, a guerra ser injusta não demove as acusações do almirante.

"Poderia ser a opinião dele, mas não lhe dava o direito de criar condições para causar mais baixas nos seus compatriotas"

Manuel Alegre, nem as tarefas de Alferes do Exército Português, conseguiu desempenhar como devia. Quer agora ser Presidente da República de Portugal, um País pelo qual recusou dar o seu sangue.

Devia era candidatar-se a Presidente da Argélia, ou da Albânia, e deixar-nos em Paz.

Foto de guillamepazat/Kameraphoto