Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições Legislativas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições Legislativas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quanto mais me bates, mais gosto de ti...

Olhando para o gráfico, com o resultado das eleições,chegamos á conclusão, de que cerca de 50% dos Portugueses eleitores, votam á esquerda, maioritariamente no P.S.
Isto tendo em atenção, de que cerca de 40% da população Portuguesa, com idade de votar, se absteve.
Portanto, temos um País dividido, com metade de bandeiras na mão, e a outra metade, a borrifar-se para o espectáculo circense que vai continuar a assolar o País.
Assistiu-se a uma campanha demagógica, e em plena crise, o partido vencedor, gastou contentores de Euros, comprando eleitores, de todas as raças, cores ou credos, organizando as agora chamadas arruadas, com carros ilegais a circularem no Pais, mas a não serem devidamente punidos,como deveriam ter sido, em nome da liberdade?!?!?!,a manipular as noticias, através de canais de informação, pagos por todos, mas a beneficiarem só alguns e todos os outros truques que tiveram á mão.
Sócrates, mentiu, faltou ao que prometeu, maltratou a população em geral, e em particular os professores, os policias, os enfermeiros, os reformados, mas mesmo assim, ganhou.
Extraordinário. Faz lembrar uma cantiga em que o refrão dizia algo com...quanto mais me bates, mais gosto de ti. Seria para rir, se não fosse dramático.
O futuro, de certeza que vai ser pior do que os últimos 4 anos. Mais desemprego, mais fome, mais assaltos, e mais delinquentes a serem soltos por um qualquer juíz, após terem sido presos em flagrante delito, por policias, que no cumprimento do seu dever, arriscam a sua própria vida.
É esta a politica socialista.
O Pais endoidou, disse o Alberto João, e eu concordo plenamente. O futuro é negro.Triste fado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Com que cara se apresentará o país na Europa, se a "esquerda trotsquista, leninista e maoísta" atingir os 20%?

O livro de campanha do CDS podia ter sido escrito por Max Weber. Com a economia mergulhada na crise, os democratas-cristãos estão cada vez mais protestantes. Vão a eleições com uma solução para o país assente no trabalho e no mérito - as palavras mais repetidas nas últimas semanas. Em vez de cidadãos abandonados ao marasmo da preguiça, a viver à custa do contribuinte, Paulo Portas espera que em cada empresário haja um Calvino com vontade de provar a sua predestinação para a riqueza e criação de emprego. É a importação do sonho americano, adaptado à pequena e média escala da economia nacional. "Que os pais deixem aos filhos mais do que receberam", proclama Portas.

O PS que destruiu a lavoura e, em vez de premiar o mérito, premeia a preguiça com o rendimento mínimo, é o alvo a abater por Paulo Portas. Mas não o único. Cada partido tem os seus fantasmas. E no imaginário do CDS também há um tempo da velha senhora ao qual ninguém gostaria de voltar. A velha senhora está de volta, fez um lifting e vem com "um rosto moderno", mas não se deixem enganar, "as ideias são do antigamente". "Já tivemos um PREC, não queremos ter outro", repete Paulo Portas. "Para quem já não se lembra" do que foi, os centristas têm-se batido por avivar a memória e explicar que as nacionalizações não estão devidamente arquivadas nos anais da história. São uma ameaça real à retoma económica posta em papel no programa do Bloco. "A enxada já não é da cooperativa", decreta Nuno Melo, para logo de seguida questionar: com que cara se apresentará o país na Europa se a "esquerda trotsquista, leninista e maoísta" atingir os 20%?

O partido não esconde que, a bem da economia, o seu objectivo é ficar "à frente da esquerda radical, nem que seja por um voto" e garantir uma maioria da direita que assegure a governabilidade. O voto útil é no CDS - além de permitir "despedir" o governo socialista e evitar "o centrão", corta os pés à esquerda. Uma das frases de Portas que ficará da campanha é uma antevisão do inferno que, para os centristas, seria o regresso ao passado com um governo meio Bloco.

"À segunda-feira, Portugal sai da NATO; à terça, está fora do Tratado de Lisboa; à quarta, congela as relações com Angola; à quinta rompe o acordo das Lages, à sexta nacionaliza a economia. E ao sábado, quem alimenta o país?"

Portas tem pedido aos eleitores para votarem nas ideias e esquecerem as siglas. Mas os fantasmas do CDS resumem-se em duas letras: BE. O partido conservador e mais à direita baralha o imaginário da esquerda, volta a dar e remete-o à proveniência. Além de velha senhora com cara de moderna, o Bloco representa o regresso da política do orgulhosamente sós.

por Rute Araújo,no I

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Será que o amor “clubista” ao PS justifica negar as evidências?..

Don Quixote

Num discurso fortemente aplaudido, o ex-candidato presidencial, Manuel Alegre, defendeu que é preciso "um governo de Esquerda, da esquerda possível", do PS. Mas deixou também o alerta para a necessidade de um Governo que seja "capaz de se renovar" e de "nunca esquecer que o poder é um meio para servir as pessoas".

Estou certo que o Sancho Alegre sabe bem que o governo dos Sócretinos não serviu as pessoas mas sim os interesses de alguns e que o próximo vai ser mais do mesmo. Sabe e fala da “esquerda possível”, como se a esquerda pudesse ser possível ou impossível. É uma esquerda, mas uma esquerda pequenina, muito, muito pequenina, mas a esquerda possível. Uma esquerda que vive anafadamente dentro do capitalismo, que o defende e serve, mas lá no fundo, muito pequenininha, lá está a esquerda a acenar o casamento homossexual. A esquerda possível, como se isto fosse esquerda. Será que o amor “clubista” ao PS justifica negar as evidências?

Sacado,daqui

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Segundo a Exame Expresso, Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985

O actual primeiro-ministro, José Sócrates, vai a votos no próximo domingo. Ainda que as sondagens mais recentes lhe dêem uma ligeira vantagem sobre Manuela Ferreira Leite, de uma coisa não se livra: do rótulo de pior primeiro-ministro desde 1985, ano em que Portugal aderiu à CEE.

Sócrates é apontado por 27% dos inquiridos (num total de 800 entrevistados) como o pior chefe do Governo da era europeia, batendo por quatro pontos percentuais o seu antecessor, Pedro Santana Lopes. Esta é uma das principais conclusões do estudo exclusivo que a Exame encomendou ao Gabinete de Estudos de Mercado e de Opinião, do IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing).

Pelo contrário, o actual presidente da República é considerado o melhor primeiro-ministro. Cavaco Silva, que assumiu o governo do país ainda em 1985, obtém a preferência de 30% dos inquiridos. Santana Lopes é o último colocado deste ranking, com apenas 1%.

Estes valores seguem a tendência que já havia sido detectada numa sondagem anterior, publicada pela Exame em Abril do ano passado (que visava avaliar a performance dos primeiros-ministros da era democrática), mas acentuam a clivagem entre os dois protagonistas políticos. Enquanto Sócrates, em 2008, recebeu as críticas de 22% dos inquiridos (menos 5% do que na actual sondagem), já Cavaco Silva foi o preferido para 23% dos entrevistados (ou seja, menos 7% dos que os valores actuais).

Desde 1985, passaram pelo cargo de primeiro-ministro cinco nomes: José Sócrates, Pedro Santana Lopes, Durão Barroso, António Guterres e Aníbal Cavaco Silva.

A Exame ouviu a opinião de dois politólogos, António Costa Pinto e Manuel Meirinho, que não se mostram surpreendidos com os resultados. "A imagem positiva de Cavaco Silva é um dado adquirido na sociedade portuguesa e pode ser muito induzida pela actual condição de Presidente da República", afirma Costa Pinto. Já a avaliação negativa de Sócrates deve-se ao facto de "o estarmos a julgar no momento em que governa. Sai sempre mais penalizado quem está no Governo", avança Manuel Meirinho.

Leiam as restantes conclusões da sondagem na edição de Outubro da Exame, nas bancas a partir da próxima quinta-feira, dia 24. Conheçam também os atributos que os portugueses consideram importantes num bom primeiro-ministro e descubram ainda se os inquiridos emprestariam mais facilmente dinheiro a José Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite.


Ficha técnica

A sondagem foi realizada pelo Gemeo - Gabinete de Estudos de Mercado e Opinião, do IPAM, em exclusivo para a EXAME. Responderam às questões, através de entrevistas telefónicas, 800 indivíduos, maiores de 18 anos e residentes no continente, 53% dos inquiridos são do sexo feminino, enquanto 47% são do sexo masculino. De acordo com as faixas etárias, 13% têm entre 18 e 24 anos; 19% situam-se entre 25 e 34 anos; 18% entre 35 e 44 anos; 16% entre 45 e 54 anos; 14% entre 55 e 64 anos; finalmente, 21% têm mais de 65 anos. Os inquéritos foram realizados entre 3 e 6 de Setembro. A margem de erro máxima admitida é de 3,5%.

Por: Joana Madeira Pereira (www.exame.expresso.pt)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Voto.

Este post que transcrevo na integra, foi colocado AQUI, em 18 de Dezembro, de 2008.
Está actual e serve sobretudo, para reflectir-mos. Obrigado ao KAOS.


"Um anónimo deixou esta história na caixa de comentários de um post anterior.

Este país (dos aeroportos, TGV´s, Luso Pontes e contentores, BPN´s e BPP´s, Felgueiras, Torres, Sá Fernandes e Loureiros, magalhães e popós-eléctricos, Casa Pia (poucos dentro e muitos fora), velhinhas e freiras a serem presas por pequenos delitos enquanto os verdadeiros criminosos são mandados para casa, idosos a morrerem de fome em tugúrios a cair enquanto se distribui apartamentos e dinheiro a rodos por traficantes, drogados e por quem nunca quis e não quer trabalhar, Saúde, Justiça e Educação com os maiores orçamentos da Europa com os resultados que todos sabemos, EDP´s com lucros fabulosos mas que o regulador diz que as tarifas deviam aumentar 30%, Galp´s cujos preços sobem com o aumento do crude mas que quando o mesmo desce o regulador afirma que os preços não baixam porque o que interessa é o preço do produto refinado, BdP´s que a única coisa que vigiam são as suas reformas douradas, etc., etc.,) começa a exalar um fedor superior ao que se sentia nos últimos anos do chamado Estado Novo... Para a queda do anterior regímen dei algum contributo, pequeno certamente, mas era o que estava ao meu alcance. Agora que sinto que o actual, de tão podre, com um pequeno empurrão pode ser obrigado a regenerar-se, apetecia-me também fazer alguma coisa. O quê, não sabia, mas, há uns dias ao ler num blog que o autor sonhava em promover um “golpe-de-estado”, só que para além do medo que tinha da ASAE não sabia como, deu-me o alento de que necessitava. - Golpe-de-estado, logo armas; armas? Armas? Oh diabo, não tenho! Lembrei-me então de que em tempos muito distantes tinha possuído uma fisga; vai daí, corri para o sótão e comecei e remexer os baús velhos; depois de muito lixo e memórias já esquecidas, voilá, a fisga! Já estava armado! No entanto a felicidade que me possuiu, cedo de esfumou; soprado o pó, estico as borrachas e, paf!, de ressequidas, partiram! Desilusão, amargura: estava desarmado novamente... Infeliz, passei dias a tentar encontrar uma solução; pensei, pensei e nada. (Eu sei que devido à vida desregrada que levo, nada condicente com a via para o admirável mundo novo que está em curso, já muitos neurónios fundiram; tal não é de estranhar dado que eu fumo, delicio-me com um bom cognac, bebo vinho às refeições e barro o pão com manteiga, devoro queijos da Serra, Serpa e Azeitão, adoro presunto de Chaves e bons enchidos alentejanos, prefiro cerveja a bebidas light , bebo água sem sabores e, heresia das heresias, não fumo charros nem me drogo e não arranco de empurrão. Perdoem-me, tentem compreender este pobre decadente, que eu prometo ficar longe dos vossos filhos.) Mas voltando à vaca fria; armas, onde as encontrar? Atentos ao meu desespero (ou se calhar para se verem livres de mim) alguns amigos disseram: - “Eh pá, se queres uma arma vai a uma dessas Quintas das Fontes ou Bairros das Boavistas, que é coisa que lá não falta.” Felicíssimo, agradecido pela ajuda, comecei a planear a incursão; sim, não se vai a um sítio daqueles sem preparação. Lembrei-me que há uns tempos atrás, algumas figuras de vulto desta praça, por lá tinham feito uma passeata e tinham regressado vivos e com todos os bens, coisa que nem sempre acontece a outros cidadãos, táxis ou até à polícia. Depois de alguma pesquisa encontrei a solução. Assim, com uma t-shirt branca na qual tinha pintados dizeres como peace, love, somos todos iguais, black is beautiful (pelo sim pelo não acrescentei também gitanes are very good, too), cravo vermelho na mão, sorriso parvo na cara (tipo António Costa) e assobiando o último rap, destemido por fora mas receoso por dentro, para as ditas Quintas eu fui. Lá chegado, apesar de estar fardado à maneira, cedo pressenti que algo não estava a correr bem; mimoseado com alguns piropos não muito abonatórios da minha pessoa bem assim como de algumas sugestões do uso que gostariam de fazer de algumas aberturas do meu corpo, apercebi-me então que, levado pelo meu entusiasmo, tinha cometido um erro grave: faltava-me o apoio. As pessoas gradas e importantes, quando visitam aqueles locais, vão às manadas e com um batalhão de repórteres atrás (aliás só lá vão para aparecer nas TVs e debitar coisas que nem eles acreditam). Eu estava sozinho, nem uma pequenina Kodak apontada para mim, e a ameaça de passarem das palavras aos actos ia crescendo, sem que ninguém levasse em conta o valor das mensagens que eu orgulhosamente ostentava no peito; com o temor quase pânico, comecei a pensar que isto de querer fazer uma revolução tinha os seus perigos! Quase já acossado, apavorado, corri para um sítio onde a concentração de BMW e Mercedes topo de gama era maior e junta à qual estava um grupo de nativos que me pareceu ser menos perigoso, gritando: - “Meus, mim querer comprar arma!” (não domino muito bem a língua local) Iniciadas as negociações rapidamente chegámos ao ponto de ajustar a mercadoria que eles podiam disponibilizar (a oferta ia desde mísseis, passando por shot-guns até à singela ponta-e-mola) à minha disponibilidade financeira; na altura, dado que entidades menos bem comportadas têm tido direito a toda a espécie de subsídios, telefonei ao Teixeira dos Santos, mas, não tendo sido bem sucedido (ele disse-me que os pobrezinhos do BPP lhe tinham levado os últimos tostões), acertámos a compra de uma pequena pistola; enfim, rejubilei, o primeiro passo em direcção ao derrube do poder estava dado! Antes de pedir o salvo-conduto para me poder retirar sem problemas, ao inspeccionar o trabuco que tinha acabado de comprar, constatei que o mesmo não tinha munições: “Oh meus, o que é isto?” Depois de me explicarem que eu só tinha pedido por uma arma, lá reiniciámos as negociações para que eu pudesse adquirir algumas balas; ao pretender obter pelo menos um carregador cheio, começaram as dificuldades. Interrogatório cerrado, todos ao mesmo tempo, gritando: “Para que é que queres tanta munição? Quantos são os membros do teu agregado familiar (incluindo a sogra)? Quantos inimigos tens (excluindo os membros do Governo, oposição e toda a classe política)? Queres fazer-nos concorrência?” Com muito esforço, depois de muito esbracejar para os tentar calar, lá consegui fazer-me ouvir: “Meus, é para dar início a um golpe-de-estado”! Ao ouvirem tal, o silêncio que se seguiu gelou toda a Quinta e arredores, parecendo que o tempo tinha parado e a terra deixado de rodar; as faces deles empalideceram para rapidamente enrubescerem (na realidade não vi, mas suponho que foi isto que se passou por debaixo da pele); empertigaram-se, fuzilaram-me com os olhos, e o maior deles, qual Adamastor, vociferou: “Ó desgraçado, escória humana, ser abjecto (as palavras não foram bem estas, foi mais para o vernáculo), tu queres destruir este paraíso?” Eu minguei, encolhi, as cuecas ficaram um bocadinho húmidas; com voz trémula, tentei argumentar, falar dos escândalos, das esperanças desiludidas, bláblá, bláblá, mas quando pronunciei as palavras socialismo e revolução o rugido que se fez ouvir, quase me siderou: “Ó filho de uma mula sem cabeça (apercebi-me logo que era comigo, não com o inginheiro) então tu não vês que a revolução já está em marcha, que o socialismo está na sua máxima pujança? Olha à volta, burro capado, vês os carros, vês as caixas de multibanco arrombadas, vê as jóias que tenho ao peito, vai ver ao plasmas que tenho em casa, tudo gamado aos ricos para benefício dos pobres; se isto não é socialismo, se isto não é redistribuição da riqueza o que é então?” Ia abrir a boca para falar, mas atendendo ao desenrolar dos acontecimentos, achei por bem ficar calado; aliás ele nem deixou, agora mais calmo, continuou a arengar: “Ó filho de um cachorro que até a sarna despreza, és um ignorante que não mereces a classe política que tens! Tu não entendes nada! Porque é que julgas, por exemplo, que se alterou o código penal? Hã, hã, diz lá?” “Por razões economicist...”, pretendi retorquir... “Piolho coxo das partes íntimas, nada disso! Incapazes da implantação do socialismo por causa das forças capitalistas do bloqueio (desconfio que este tipo esteve nalgum congresso do PCP ou BE) a nobre classe política decidiu delegar em nós a tarefa da socialização de Portugal! Para que a revolução avance, não podemos ser presos, temos que estar livres! Roubando eles por um lado, nós por outro, somos o garante de uma futura sociedade igualitária sem classes! Parecendo-me que as águas estavam mais calmas, menos encolhido, mais húmido, baixinho, atrevi-me: “Mas eles não redistribuem; eles comem tudo e não sobra nada.” “O quê?”, gritou o matulão... mas ficando logo de seguida pensativo. “Agora vou ter que pensar sobre isso; dá cá a pistola e desaparece daqui, rato de esgoto com hemorróidas (era comigo, não com Jaime Gama).” Sem dinheiro, sem pistola, com as cuecas em estado lastimoso, apressei-me a obedecer. Chegado a casa, olhando-me ao espelho, disse para os meus botões (que por acaso era um fecho eclair): “Falhado, como queres iniciar um golpe-de-estado se nem uma arma consegues adquirir”; juro, algumas lágrimas debitei. Depois das necessárias abluções, retemperadas as forças, sentei-me em frente ao LCD (é menos tentador para os agentes da socialização do que o plasma) para pensar; como para pensar preciso de estímulos inteligentes, liguei nas novelas da TVI (o canal 2 ou os Contemporâneos também me ajudam). A palavra armas não me saía da cabeça; como conseguir uma... Num dos intervalos das novelas, ao correr canais, deparo-me com um programa a preto e branco no qual um gadelhudo cabeludo, fardado à militar bêbado, exclamava: o voto é a arma do povo! Qual Arquimedes, mesmo não estando no banho, gritei: Eureka! Aqui estava o que me faltava para poder levar os meus desígnios em frente: O VOTO! O voto... mas se o voto é uma arma, como é que a mesma funciona? A minha cabeça fervilha, as orelhas já fumegam, os dentes já me doem de tanto ranger... Como é que aquilo é uma arma? Não sendo praticante há mais de duas dezenas de anos, a recordação que eu tenho do Voto, é que o mesmo é um pedacinho de papel com uns bonequinhos e quadradinhos impressos no qual é suposto pormos uma cruzinha e depois enterrá-lo numa urna; como não me lembrava de nenhuma guerra, intentona ou agressão com utilização de votos, fui fazer pesquisas nas enciclopédias e até na net ; nada! Virei-me então para aqueles amigos que não falham uma votação e pedi-lhe que esclarecessem! Eles lá tentaram, mas eu não percebi nada; contaram-me eles que ao votar em determinada força politica em detrimentos de outras, estavam a apoiar quem mais prometia ajudá-los sendo assim o voto como que uma arma, pois que atirava os oponentes para uma espécie de limbo. Confuso, perguntei: “assim sendo, e tendo os portugueses disparado o voto em todas as direcções por mais de 34 anos como é que estamos todos pior de vida com excepção das classes ditas dirigentes e parasitas que os gravitam?” Como ninguém me respondeu, lá voltei eu para o meu sofá e telenovelas; triste, acabrunhado, pois que aquilo que eu pensava pudesse ser a minha última tábua de salvação, mesmo que fosse uma arma parecia disparar na direcção errada. Milhares de horas depois, muitas lágrimas vertidas assistindo aos dramalhões, insidiosamente, uma ideia começou a germinar; durante as minhas recentes pesquisas sobre o voto reparei que os partidos em que poucas pessoas votavam tinham tendência para desaparecer e com eles os políticos que lá se acolhiam; algumas vezes, para sobreviverem iam pedir asilo a outros mais votados; logo, esperto, cabecinha pensadora, concluí: Político alimenta-se de voto! E político privado de voto fenece e já não tem força para comer mais nada! Aleluia, os sinos já repicam, tinha a arma que me faltava: a abstenção ou o voto em branco! Estou convicto que com uma abstenção elevada e/ou um número significativo de votos em branco alguém vai mandar parar o baile e exigir que as cartas sejam dadas de novo; eu sei, já os estou a ouvir, é uma acção perigosa para a democracia (há maior perigo do que o estado a que ela chegou? Até a vergonha já se perdeu)! Alternativa? Olho, procuro, e só vejo as mesmas caras, com os mesmos vícios e desprezo pelo chamado povo; certamente há, mas as barrigas inchadas, as ancas mais gordas e os cada vez mais recheados sacos das benesses e contas bancárias não deixam ninguém chegar à frente. Então porque não iniciar uma campanha, junto dos amigos e conhecidos, apelando à abstenção ou voto em branco? A ser bem sucedida talvez algumas fendas se abram e gente honesta e com vontade de servir, e não de se servir, possa aparecer. Se nós, vítimas do voto nada fizermos, nada vai mudar!
Ainda hoje li no blog "O Libertário" a frase de Errico Malatesta “Foi o sufrágio universal que fez com que um certo socialismo encontrasse a oportunidade de se situar no terreno parlamentar e de se corromper e de se aburguesar”. Eu já votei em Branco mais que uma vez, numa tentativa de fazer o voto de protesto que deslocar-me à secção de voto e votar branco devia representar. Surpresa minha, esse voto de protesto é anunciado como “Brancos e nulos”. É misturado com aqueles que se enganaram, que não acertaram com a cruz no quadrado. Que fazer então com o meu voto? Só ir colocá-lo na urna nada resolve. Assim, só me resta uma solução, ir procurar e juntar-me a outros que passem pelo mesmo que eu. Procurar outros a quem a exposição diária à televisão ainda não tirou a lucidez de pelo menos questionar o que nos é impingido pela comunicação social, a voz de todos os poderes. Se não vemos nenhuma alternativa temos de a ir procurar. Ainda há gente honesta por aí e, teimosa suficiente, para assim se manter. Quem sabe um dia a anarquia seja, não um meio para atingir um fim, mas o próprio fim a atingir."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bye Bye, Sócrates....

Na campanha, José Sócrates não vai lutar por valores ou políticas, mas pela sua sobrevivência.

Poderá José Sócrates sobreviver a uma derrota eleitoral no dia 27 de Setembro? Pelo que vamos sabendo das sondagens, e lembrando os resultados das europeias, parece que toda a gente espera que o PS perca muitos votos e a maioria absoluta. Mas, qual será a dimensão da perda? Isso, é óbvio, ninguém sabe. No entanto, podemos colocar alguns cenários.

No primeiro deles, admitamos que o PS fica à frente do PSD, e com uma percentagem superior a 35 por cento. Será que Sócrates pode ficar? Talvez. Apesar de tudo, não é uma derrota demasiado humilhante. Poderá tentar governar em minoria, fazendo acordos parlamentares aqui ou ali, à esquerda e à direita, conforme os assuntos e a gravidade deles. É evidente que a situação se complica. Contudo, acima dos 35 por cento, ainda há alguma margem para Sócrates.

O caso muda de figura caso o PS baixe mais do que isso. Mesmo se ficar à frente do PSD, mas apenas com 31 ou 32 por cento, a fragilidade da situação agudiza-se. A perda será muito pronunciada, e a ala esquerda do PS poderá dizer, com razão, que Sócrates governou demasiado ‘à direita’ e por isso perdeu um número colossal de votos. Assim sendo, nada impede Alegre ou Ferro de se constituírem como alternativa, propondo uma coligação governamental que inclua o Bloco de Esquerda, ou o PCP, ou os dois ao mesmo tempo. A ‘frente de esquerda’ terá certamente o apoio de Soares, e grande parte dos socialistas sentirão que é melhor ficar no poder aliado à esquerda do que voltar a virar-se para a direita, procurando acordos com o PSD ou, pior ainda, com o PP.

Neste cenário, a dificuldade de Sócrates será imensa. É evidente que ele não é o homem indicado para chefiar um governo da ‘esquerda unida’, e o máximo que poderia tentar oferecer ao PS era um improvável Bloco Central com o PSD. Ora, entre escolher o caminho à direita, que levou à derrota, ou experimentar um novo caminho à esquerda, acredito que grande parte do PS prefira esta segunda opção. O que significa, é evidente, o fim de Sócrates e a sua saída de cena.

O mesmo se passará no caso de o PS ser ultrapassado pelo PSD em votos. Um líder que tinha maioria absoluta e a perdeu, e ao mesmo tempo deixa de ser o partido mais votado, é um líder acabado.

Daqui se conclui pois que a carreira política de Sócrates está em momento de alto risco. Para ele, tudo pode acabar no dia 27. Na campanha, não irá lutar por valores ou políticas, mas pela sua sobrevivência.

Por:Domingos Amaral, Director da 'GQ' - No CM
Imagem do :http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Yes We Can!

A decisão do voto, é pessoal, e tem que ser tomada de uma forma consciente, e resultante da análise que cada um faz da situação.

Chega de lamentações, de criticas a este e aquele, e depois, ficamos em casa á espera que a crise se vá embora. Podem esperar sentados, ela não vai embora.

Vai, isso sim agravar-se.

O poder politico, como está agora ,neste triste pais á beira mar plantado, é controlado pelos grandes grupos económicos. E estes, sé têm uma finalidade. O LUCRO.

As pessoas não contam. Se morrem de fome, se as suas parcas economias são levadas pelas finanças, de uma forma arbitrária, sem lhes dar qualquer hipótese de contestação ou defesa, é normal. Está legislado. Pois, é. E quem é que fez essas leis?...Os lacaios do Balsemão, do Belmiro,do Berardo, - isto só para falar dos Bês - e de todos os outros tubarões, que de uma forma arrogante e impiedosa, nos lançam na cara, a opulência em que vivem, enquanto outros, definham na pobreza, no desespero,e no abandono, por eles criado.

Os deputados desta assembleia da Républica, da direita, á extrema esquerda, estes incluídos, não estão lá a defender os interesses do povo, da população Portuguesa. Estão lá a defender as suas posições pessoais, as suas vaidades, as suas teorias marxistas judaico capitalistas, a troco de mordomias, cartões de crédito ilimitado, viagens semanais para todo o lado, pagas, com o nosso dinheiro.

O resultado desta legislatura, é:
Mais Insegurança.
Mais Desemprego.
Mais Injustiça
Mais Fome.

Há que reagir. Participar. Contestar. Fazer valer os nossos direitos. Assumir-mos a nossa condição HUMANA.
DESISTIR??? NUNCA.
RESISTIR, SEMPRE.

Podemos resistir, de uma forma simples.VOTANDO.
Podemos resistir, contestando, as injustiças.VOTANDO.
Podemos resistir, denunciando as burlas dos gestores públicos, governantes e afins.VOTANDO
É isso que é preciso.VOTAR.
YES WE CAN.